Montemor-o-Velho enfrenta mais uma situação de alerta devido a uma nova fissura no leito do rio junto à ETAR de Formoselha, mas, segundo o Presidente da Câmara, José Veríssimo, não há, para já, necessidade de evacuar a população.
O autarca explicou: “Não é uma má notícia, uma má notícia foi ontem… Nós andamos aqui há 15 dias, 3 semanas, muito exaustos, toda a gente, a população, o Executivo, os funcionários, porque sabíamos que poderia estar iminente uma situação como aconteceu. Infelizmente aconteceu.”
José Veríssimo detalhou que a fissura ocorre na margem direita do rio, numa zona que, apesar do alerta, permite um maior controlo das águas: “Também para a margem direita, que foi o menos mau, portanto é uma possibilidade que nós temos de controlar melhor estas águas sem afetar tantas populações.”
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Sobre a gravidade da situação, o presidente afirmou que o risco está monitorizado: “Neste momento não há rutura completa, há no canal de rega, , portanto, está destruído e há algum desfasamento, já está um pouco desfeito à margem do rio. Portanto, poderá vir a acontecer essa rutura também, mas… já era também se expectável.”
Apesar da situação preocupante, José Veríssimo apelou à serenidade da população: “Os montemorenses têm que ter confiança nas pessoas, nos técnicos, que estamos a avaliar e em mim também, naquilo que eu tenho dito e no Executivo… sempre pedimos serenidade às pessoas. Eu sei que isto tem sido momentos muito intensos, mas nós estamos a monitorizar tudo de hora a hora.”
O autarca destacou ainda a colaboração da comunidade: “Felizmente, a população, empresas, toda a gente tem colaborado, tem ajudado, tem disponível para tudo… As pessoas uniram-se por uma questão muito grave para todos nós.”
Quanto a medidas de apoio, José Veríssimo revelou que solicitou ao Governo o adiamento do pagamento das portagens para quem circula na A14: “É mais uma das medidas que eu pedi, sugeri ao Governo… é um momento também de solidariedade para com a nossa população, por aquilo que está a sofrer.”
Sobre possíveis evacuações, o Presidente garantiu: “Neste momento ainda não há esse cenário, ainda não se coloca. O plano continua todo ativo. Portanto, se houver necessidade, esperamos que não, temos tudo preparado para o fazer. Para já não foi necessário e esperamos que não venha a ser necessário.”
(EM ATUALIZAÇÃO)