Coimbra

Nova estação Intermodal de Coimbra só em 2030

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 meses atrás em 15-03-2024

A primeira pedra da Estação Intermodal de Coimbra deverá ser lançada em finais de 2025 ou no início de 2026, revelaram esta sexta-feira 15 de março a Infraestruturas de Portugal (IP) e Câmara Municipal.

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O anúncio foi feito pelo diretor de Departamento de Estações da IP, Daniel Ferreira, e confirmada pela vereadora da Câmara Municipal de Coimbra Ana Bastos, aquando da apresentação da maquete do projeto pelo arquiteto catalão Joan Busquets.

“No final de 2025, esperamos estar em condições de lançar a primeira pedra em termos construtivos, o que se prolongará até 2030”, referiu a autarca.

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A apresentação da proposta preliminar do Plano de Pormenor da Estação (PP) Intermodal de Coimbra, realizada por Joan Busquets e a sua equipa, decorreu durante a manhã de sexta-feira na Câmara Municipal de Coimbra.

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De acordo com Ana Bastos, os princípios de base do projeto são os mesmos dos que já tinham sido apresentados em janeiro do ano passado [2023], embora com pequenas adaptações.

”Teremos estacionamento em cave, mas com cuidados adicionais por causa da quota de cheia. A própria estação evoluiu, não no seu formato geral. Sempre defendemos a passagem superior em cima dos cais, porque é uma solução mais segura e integra-se melhor no ambiente construído e tem menos riscos de achados arqueológicos”, apontou.

Para esta responsável, a grande evolução do projeto incidiu na necessidade sentida de integrarem duas intervenções.

“Não nos focámos apenas no Bairro da Estação, mas alargámos esta visão com a necessidade de ligação muito estreita e funcional, mas também de integração, dos próprios edifícios. Há ali toda uma estrutura que foi pensada de forma muito estruturada”, concretizou.

Segundo Ana Bastos, Busquets pegou no estudo urbanístico da Câmara Municipal de 2023 e criou duas cortinas verdes, desde a Estação de Coimbra a Coimbra-B, para camuflar a linha do Metro Mondego.

“Ele entendeu que todo aquele espaço devia ser dominado pelo verde e pelo peão, daí a vegetação rasteira, com um canteiro que vai delimitar, quer do lado esquerdo como direito, o Sistema de Metro Mondego, com muita vegetação e árvores onde for possível. Assim, vê-se o verde e não o Sistema de Metro Mondego”, justificou.

Com esta opção, os carris de comboios são levantados e acaba por verificar-se “uma verdadeira aproximação ao rio”.

“É dar oportunidade de se usufruir diretamente do rio, através dos canais de ligação, desde a rua da Sofia até ao rio, onde prevalece a fruição urbana”, concluiu.

A proposta preliminar do Plano de Pormenor da Estação Intermodal de Coimbra, realizada por Joan Busquets e a sua equipa, prevê, entre outros elementos, uma Estação Intermodal, através de um edifício ponte, espaço para uma nova gare rodoviária (a atual está na Avenida Fernão de Magalhães) e repensa a ligação de toda a zona poente de Coimbra à zona central da cidade, nomeadamente à Baixa.

Propõe três edifícios que sirvam como pontos de referência e de diálogo com o resto da cidade, com espaços de escritórios ou habitações.

O plano prevê ainda uma ligação entre pequenos pontos de zonas verdes com a Mata Nacional do Choupal e um corredor verde por baixo do viaduto do IC2, na zona da Casa do Sal, tornando mais fácil a ligação pedonal ou de bicicleta à futura estação, que tanto poderá ser feita por essa zona como a partir do passeio ribeirinho, junto ao Mondego e que passa depois perto do Choupal, onde se prevê um outro aproveitamento do espaço público.

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