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Noite de inferno: jamais será esquecida a tragédia em que 14 vidas foram ceifadas no IP3 há 25 anos

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 56 minutos atrás em 24-03-2026

Imagem: Bombeiros Santa Comba Dão

Há 25 anos, um grave acidente no IP3, na zona de Santa Comba Dão, tirou a vida a 14 pessoas do concelho de Viseu e deixou mais de duas dezenas de feridos, num desastre que continua bem presente na memória da comunidade de Rio de Loba.

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As vítimas, na sua maioria residentes da localidade de Travassós de Cima e ligadas a um centro comunitário, regressavam de uma peregrinação a Fátima quando o autocarro em que seguiam se despistou e caiu numa ravina com mais de 20 metros, por volta das 20:10, numa noite marcada por chuva intensa.

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“É um dia trágico, um marco histórico pela tristeza que trouxe à nossa comunidade”, afirmou o presidente da Junta de Freguesia de Rio de Loba, em declarações ao Notícias de Coimbra. O autarca sublinhou ainda a importância de manter viva a memória das vítimas, referindo que “queríamos assinalar de uma forma especial, de uma forma diferente, essas pessoas que foram vítimas desse trágico acidente”.

A maioria dos passageiros era oriunda de Travassós de Cima. Segundo o responsável, “praticamente eram todos habitantes da localidade e tinham ido numa excursão a Fátima”.

O acidente provocou ainda vários feridos graves, alguns dos quais enfrentaram longos períodos de recuperação. “Houve vários sobreviventes que ainda tiveram bastante tempo hospitalizados”, recordou o autarca, acrescentando que “muitos ainda hoje vivem com essas tristezas e com essas dores”.

A comunidade continua a sentir o impacto da tragédia. “Ficou um trauma e é algo que ninguém consegue esquecer”, afirmou, recordando a forte comoção no dia dos funerais: “Ver a igreja repleta de urnas deixa sempre uma marca triste para nós”.

As cerimónias de homenagem decorrem esta tarde, com uma missa marcada para as 18:30 na Igreja Matriz de Rio de Loba, seguida de um cortejo ao cemitério local, onde será depositada uma coroa de flores em memória das vítimas.

“Enquanto presidente da Junta, iremos sempre salvaguardar a memória destas pessoas”, garantiu o autarca, num momento que volta a unir a comunidade em luto e homenagem, 25 anos depois da tragédia.

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