Seguindo a ordem dos nomes estabelecidos para as tempestades em 2026, após Leonardo e Marta, estão previstos Nils, Oriana, Pedro, Regina, Samuel, Vitor e Wilma. Contudo, a depressão Nils não deverá ser nomeada em Portugal.
As autoridades alertam que a chuva persistente continuará nos próximos dias, sobretudo nas regiões Norte e Centro do país. Contudo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) não considera que a depressão cumpra os critérios para ser nomeada.
“O Instituto Português do Mar e da Atmosfera não irá nomear esta depressão, já que as depressões são nomeadas pelos serviços meteorológicos quando um dos critérios é a emissão de aviso laranja de vento, vento bastante forte”, explicou ao Notícias ao Minuto a meteorologista Cristina Simões.
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Segundo a especialista, a depressão Nils afetará principalmente Espanha e França, sendo possível que os serviços meteorológicos desses países a nomeiem. Em Portugal, o IPMA prevê apenas chuva persistente, por vezes intensa, durante segunda e terça-feira, com vento moderado no litoral e nas terras altas, insuficiente para emitir avisos de maior risco.
Na quarta-feira, dia 11, está previsto um agravamento do estado do tempo, com vento mais intenso nas regiões Norte e Centro. Bragança, Guarda, Castelo Branco, Viseu, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Porto estarão sob aviso amarelo, com rajadas de até 75 km/h no litoral e 100 km/h nas terras altas. “Tudo isto a nível amarelo. São agravamentos temporários, no entanto não para nomeação da depressão”, acrescentou Cristina Simões.
A especialista esclareceu que, embora se espere uma intensificação do vento na quarta-feira, não se prevê uma situação semelhante às depressões Kristin, Leonardo ou Marta, que geraram avisos laranja e levaram à nomeação.
Em suma, as tempestades são nomeadas com base nos impactos previstos, sendo a emissão de avisos laranja ou vermelho de vento o principal critério. Caso Espanha ou França nomeiem a depressão Nils, o IPMA emitirá comunicado explicando que os efeitos em Portugal serão mais reduzidos.
Apesar de Marta ter deixado o território português, o continente continua a ser influenciado por depressões formadas mais a Norte no Atlântico e por ondulações frontais associadas a essas depressões. “Não é uma situação extrema. O que identifica mais esta semana é a persistência da precipitação. Todos os dias vai chover e haverá períodos em que a chuva não para. Isto, numa situação já marcada por acumulação de água, não facilita”, concluiu a meteorologista Alexandra Fonseca.