A cerca de 380 degraus abaixo do solo, existe um mundo subterrâneo onde as paredes parecem pedra, mas sabem a sal.
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As Minas de Wieliczka, em Cracóvia, na Polónia, tornaram-se uma das atrações turísticas mais curiosas da Europa, e há até um detalhe invulgar que faz parte da visita: os visitantes podem provar o sal diretamente das paredes.
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A origem da mina remonta aos séculos XI e XII, quando começaram a ser escavados os primeiros poços à procura de nascentes salgadas. No final do século XIII surgiram os primeiros pedaços de sal grosso, uma descoberta que viria a transformar a economia da região. No século XIV, o rei Casimiro III reconheceu a importância da exploração, cujas receitas chegaram a representar cerca de um terço do tesouro real polaco, contribuindo também para financiar a primeira universidade do país. Já no final do século XV, a produção anual ultrapassava as 8.000 toneladas.
Atualmente, a mina está classificada como Património Mundial da UNESCO desde 1978 e recebe cerca de 9.000 visitantes por dia.
A visita começa com a descida por 380 degraus estreitos que conduzem às galerias subterrâneas. No interior, as paredes têm aparência de pedra, mas são formadas por sal. Por isso, os visitantes são convidados a comprová-lo: lamber as paredes é permitido e faz parte da experiência.
No interior existem duas formas principais de explorar a mina. A rota turística, com cerca de três horas de duração, percorre lagoas de água cristalina, câmaras subterrâneas e várias esculturas esculpidas em sal, incluindo a Capela de Santa Kinga, uma igreja subterrânea criada por três mineiros ao longo de 67 anos. Já a chamada rota dos mineiros permite aos visitantes experimentar algumas das tarefas associadas ao trabalho na mina, com capacete, lanterna e atividades como procurar sal ou testar o ar nas galerias.
Os bilhetes custam a partir de 28 euros e podem ser adquiridos no site oficial das Minas de Sal de Wieliczka.
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