Justiça

NDC fala com tia da grávida da Murtosa: “Eu não tenho medo de ameaças”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 24 horas atrás em 07-01-2026

Após dois anos e três meses de sofrimento, a família de Mónica Silva, grávida de sete meses quando desapareceu, recebeu uma luz no fim do túnel: o Ministério Público pediu uma pena de 25 anos de prisão para Fernando Valente, acusado de múltiplos crimes, incluindo homicídio e aborto.

Filomena, tia de Mónica e incansável na busca pela sobrinha desde 3 de outubro de 2023, afirmou ao Notícias de Coimbra: “Isto nunca parou, embora as pessoas pensassem que estava tudo acabado… Nem a Judiciária, nem o Ministério Público, nem nós, a família, paramos.”

O pedido de condenação inclui 23 anos por homicídio, 6 anos por aborto, 1 ano e 10 meses por profanação de cadáver e 10 meses por acesso ilegítimo, defendendo a aplicação de uma pena única próxima do limite máximo legal.

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Filomena descreveu o impacto devastador do desaparecimento de Mónica nos filhos pequenos: “Três Natais sem a mãe. Podem ter tudo na mesa, mas falta-lhes a mãe no coração.”

“Já tive ameaças para estar calada, para não falar, […] mas eu não tenho medo”, reitera.

A tia da vítima não escondeu a revolta com a absolvição anterior no Tribunal de Aveiro: “Muita revolta porque provas havia demais… O dinheiro não pode comprar tudo. O que a gente quer é justiça.”

Apesar da dor e da ausência do corpo, Filomena mantém a esperança de um desfecho que permita um funeral digno: “Que ela apareça, nem que sejam os ossos. Para ter o funeral digno, para que os filhos possam ir pôr-me flor ou falar com a mãe.”

O caso segue agora para julgamento, enquanto a família aguarda que a justiça seja cumprida e que Fernando Valente responda pelos crimes que lhe são imputados.

(EM ATAULIZAÇÃO)

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