Portugal

Navio Mondego falha missão na Madeira por motivos de ordem técnica

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 ano atrás em 28-03-2023

O navio da Marinha portuguesa ‘Mondego’, envolvido numa polémica por 13 militares terem recusado cumprir uma missão, teve de abortar uma missão nas Ilhas Selvagens, na Madeira, por motivos de “ordem técnica”, foi hoje divulgado.

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“O NRP [Navio da República Portuguesa] ‘Mondego’ largou ontem [segunda-feira], pelas 22:20 horas, do porto do Funchal por forma a efetuar a rendição dos agentes da Polícia Marítima e de elementos do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza nas Ilhas Selvagens, tendo, por motivos de ordem técnica, regressado, ao inicio da manhã de hoje, ao porto do Caniçal, em segurança”, avançou o Comando da Marinha da Zona Marítima da Madeira, em comunicado.

A informação adianta que o navio “será objeto, ainda hoje, de uma inspeção técnica por parte de peritos da direção de Navios, que se deslocarão à ilha da Madeira”.

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Segundo a mesma autoridade, a rendição dos elementos destacados nas Ilhas Selvagens será assegurada hoje pelo navio ‘Setúbal’.

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No passado dia 11 de março, o NRP Mondego falhou uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte da ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, após 13 militares terem recusado embarcar, alegando razões de segurança.

A Marinha participou o sucedido à Polícia Judiciária Militar (PJM), em Lisboa, no âmbito de inquérito criminal, tendo também instaurado processos disciplinares.

Segundo a defesa dos militares, o Ministério Público suspendeu na segunda-feira a audição agendada por decisão da procuradora para analisar o processo com mais detalhe.

Em causa estarão infrações ao código da Justiça Militar por “insubordinação por desobediência” e “insubordinação por prisão ilegal ou rigor ilegítimo”.

O chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Gouveia e Melo, criticou, em declarações feitas no porto do Funchal, os militares do navio ‘Mondego’ que desobedeceram às ordens, dizendo que o caso é de “uma gravidade muito grande” e que a “Marinha não pode esquecer, ignorar ou perdoar atos de indisciplina”.

Entre as várias limitações técnicas invocadas pelos militares para se recusarem a embarcar constava o facto de um motor e um gerador de energia elétrica estarem inoperacionais, entre outras alegadas deficiências do navio.

A Marinha confirmou que o navio ‘Mondego’ estava com “uma avaria num dos motores”, mas referiu que os navios de guerra “podem operar em modo bastante degradado sem impacto na segurança”, uma vez que têm “sistemas muito complexos e muito redundantes”.

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