A NASA anunciou grandes mudanças no seu programa lunar Artemis, alterando a forma como pretende voltar a colocar astronautas na superfície da Lua.
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A missão Artemis III, que estava originalmente planeada para ser o regresso de humanos à superfície lunar, deixou de ter esse objectivo. Em vez disso, a NASA decidiu que esta missão se focará em testes tecnológicos em órbita terrestre baixa, com astronautas a bordo, sem chegarem à superfície da Lua.
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A NASA realocou o primeiro pouso lunar tripulado para a missão Artemis IV, agora esperado para acontecer em 2028, em vez da Artemis III.
O artigo explica que a missão Artemis II – a primeira com tripulação do programa – enfrenta atrasos e desafios técnicos, incluindo fugas de combustível e outros testes complicados. Existem lacunas na revisão de tecnologia de voo espacial que dificultam seguir diretamente para um pouso lunar.
A NASA está a reorganizar o programa para reduzir riscos, testar melhor os sistemas com voos anteriores e ganhar experiência antes de tentar outro pouso lunar.
Em vez de um pouso lunar, a Artemis III vai agora testar tecnologia crítica em órbita baixa da Terra; possivelmente realizar um rendezvous e acoplamento com módulos de aterragem lunar desenvolvidos comercialmente (como os da SpaceX ou Blue Origin); e avaliar sistemas como suporte de vida, propulsão, comunicações e os novos fatos espaciais.
Esta reorganização torna o programa mais parecido com o histórico programa Apollo da NASA, que também realizou múltiplas missões preparatórias antes do primeiro pouso lunar em 1969.
Com estas mudanças, a NASA espera reduzir riscos para a segurança dos astronautas, aumentar a frequência de lançamentos (potencialmente uma missão lunar por ano a partir de 2028) e consolidar capacidades tecnológicas antes de regressar à superfície lunar.
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