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Não há Festival da Chanfana na Lousã

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 12-02-2026

 A Câmara da Lousã decidiu hoje adiar o Festival Gastronómico da Lousã, que deveria realizar-se entre 20 de fevereiro e 01 de março, em solidariedade com todos os que foram afetados pelas intempéries.

“Na sequência das intempéries que se têm verificado nos últimos dias, e em solidariedade com todos os que foram afetados pelas suas consequências, a Câmara Municipal da Lousã deliberou, de forma preventiva, adiar a realização do Festival Gastronómico da Chanfana”, disse o município, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Com a decisão de adiamento, o certame irá realizar-se entre 27 de fevereiro e 08 de março, “mantendo-se o compromisso da Câmara Municipal com a valorização da gastronomia local, dos restaurantes aderentes e da promoção do território”, afirmou.

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A decisão de adiamento deve-se também às “dificuldades de deslocação provocadas pelo condicionamento e corte de vias em toda a região”, que tem sido fustigada por uma série de tempestades, aclarou a autarquia.

“Este adiamento visa garantir as melhores condições de segurança para todos os participantes, visitantes e colaboradores, permitindo também que o evento decorra num contexto mais favorável e com a qualidade que o caracteriza”, salientou.

A conferência de imprensa de apresentação do festival estava marcada para sexta-feira, tendo sido também adiada uma semana.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.