Coimbra

“Não fico descansado”: Autarca de Eiras alerta para mais “um perigo”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 mês atrás em 10-02-2026

A derrocada de uma estrutura ocorrida há cerca de duas semanas esteve na origem das inundações registadas esta manhã, 10 de fevereiro, na rua Rainha Santa Isabel, em Eiras, e afetou várias habitações.

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O presidente da Junta de Freguesia, Luís Correia, explicou ao Notícias de Coimbra que a situação se agravou após a queda de uma barreira que gerou entulho e impediu o normal escoamento da água.

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“O que aconteceu foi uma derrocada que já tinha ocorrido há cerca de duas semanas. Entretanto, uma barreira mais atrás acabou por causar entulho, o que levou a água a galgar as margens e criou um problema para três, quatro ou cinco habitações mais à frente”, afirmou.

Para evitar que mais casas fossem atingidas, foi necessária uma intervenção considerada urgente. “Tivemos de partir os muros, com autorização da APA pedida pela Proteção Civil, para que a água escoasse, porque não estava a escoar o suficiente e estava cada vez mais próxima das habitações”, explicou o autarca.

Apesar da situação estar agora parcialmente controlada, Luís Correia não esconde a apreensão: “Não fico descansado. Neste momento temos uma ponte em perigo mais à frente, as margens ficaram instáveis e, se continuar a chover desta maneira, podemos ter problemas ainda mais graves, nomeadamente o ruir do resto da estrada.”

A estrada já se encontrava cortada desde o primeiro aluimento e continuará sob vigilância apertada. “A Proteção Civil está em vigilância e vamos ter de fazer uma monitorização profunda, principalmente do pontão. Já fechámos inclusivamente a passagem pedonal e estamos a avisar as pessoas para terem cuidado”, acrescentou.

Questionado sobre a existência de desalojados, o presidente esclareceu que “já existiam, que eram a família que morava do outro lado do ribeiro”.

Quanto às críticas de alguns moradores, que defendem que a situação poderia ter sido evitada, Luís Correia respondeu: “Temos de confiar nas engenharias e na Proteção Civil da Câmara Municipal. Acredito que não havia muito a fazer. Pergunta-me se retirar a ponte mais cedo podia ter minimizado a situação? Eventualmente sim, nunca saberemos.”

Ainda assim, considera que os residentes diretamente afetados podem agora sentir algum alívio. “Os moradores que inundaram poderão minimamente ficar descansados porque partimos o muro e toda a água que vier terá por onde escoar com mais fluidez. Acredito que possa não voltar a acontecer, não pondo as mãos no fogo, obviamente.”

O autarca sublinhou também o trabalho preventivo realizado pela Junta: “Todos os anos temos vindo a limpar esta ribeira de cima a baixo. Temos-nos substituído à Câmara Municipal e até à APA em algumas intervenções. Neste momento temos as nossas máquinas e os nossos homens nos pontões a verificar se há detritos presos.”

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