Coimbra

“Não está a valer de nada”: Novo passe MOVE-C estreia-se com falhas e confusão em Coimbra

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 52 minutos atrás em 02-01-2026

O início da utilização do novo passe MOVE-C, que integra os serviços dos SMTUC e do Metro Mondego, está a ser marcado por muitas dúvidas, falhas técnicas e queixas dos utentes, esta manhã, 2 de janeiro, na zona da Portagem, em Coimbra.

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No local, várias pessoas tentavam validar os seus passes ou perceber como utilizar as novas máquinas de validação, colocadas no exterior dos veículos. Um dos utentes afetados é António Santos, antigo combatente, que relatou dificuldades logo na primeira utilização do novo cartão.

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“Experimentei na máquina e não funciona. Disseram-me quatro vezes que isto era automático, mas afinal é preciso alterar o processo”, afirmou. “Ontem li nas notícias que era preciso mudar alguma coisa e vim cá só para confirmar. Para já, não está a valer de nada.”

António Santos explicou que trocou o antigo passe dos SMTUC pelo novo cartão MOVE-C, mas acabou por ficar impedido de o utilizar.

“Tinha um passe dos SMTUC e agora tenho o MOVE-C. Mas não está a funcionar. Vou ter de ir à loja resolver a situação. É mais um problema”, lamentou. “Para mim ainda não é grave, mas para quem anda para fora e perde tempo com isto, é complicado.”

Ao longo da manhã, multiplicaram-se os relatos de utentes com passes carregados que não eram reconhecidos pelas máquinas, obrigando alguns passageiros a comprar bilhetes individuais para poderem seguir viagem no Metro Mondego.

Segundo informações transmitidas no local por motoristas, a validação é obrigatória nas máquinas exteriores, sob pena de coima.

“Disseram-nos que a validação tem de ser feita nesta máquina amarela. Se entrar alguém da fiscalização e o passe não estiver válido, há multa”, referiu um dos profissionais do serviço.

Apesar dos constrangimentos, alguns passageiros conseguiram utilizar o sistema, ainda que com reservas. Uma utente que optou por comprar um bilhete temporário explicou que o processo acabou por resultar.

“A máquina não é muito rápida, mas foi bastante fácil”, disse. “Não vou tirar passe, porque não utilizo vezes suficientes para justificar o valor mensal.”

Também surgiram dúvidas relacionadas com os descontos para maiores de 65 anos. Alguns utentes alertaram que, ao aderirem ao MOVE-C para utilizar ambos os serviços, poderão deixar de beneficiar do preço reduzido anteriormente aplicado nos SMTUC.

“Quando fizer 65 anos, se quiser usar os dois serviços, vou ter de pagar o passe por inteiro, os 30 euros”, comentou um passageiro, mostrando preocupação com a perda do desconto sénior.

Apesar das falhas e da confusão inicial, os veículos continuaram a circular, com passageiros a entrarem rumo a destinos como Portagem, Solum e outras zonas da cidade. A expectativa entre os utentes é que os problemas sejam resolvidos nos próximos dias, com mais informação no terreno e maior apoio aos passageiros na transição para o novo sistema.

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