O candidato António José Seguro alertou hoje que “nada está ganho” nas presidenciais e travou uma eventual euforia entre os apoiantes, dizendo que a ‘corrida’ só termina depois de o país “dizer não” aos extremistos e à aventura.
“Nada está ganho. Eu sei que as sondagens podem criar alguma euforia nalgumas pessoas. Nada está ganho. Só está ganho quando se contarem os votos e quando pudermos dormir descansados”, disse hoje António José Seguro num almoço com apoiantes na Póvoa de Lanhoso (distrito de Braga), a maior mobilização nesta campanha eleitoral, que juntou cerca de 700 pessoas.
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Para o candidato apoiado pelo PS, para dormir descansado é necessário ter a certeza que o país, “no próximo dia 18 de janeiro, vai dizer não aos extremismos, não à concentração de poder, vai dizer não ao poder absoluto, vai dizer não à aventura, mas vai dizer sim à nossa Constituição”.
Seguro saudou ainda “com muita alegria e sentido de responsabilidade a disponibilidade do secretário-geral do Partido Socialista”, José Luís Carneiro, para estender a “cultura de compromisso” que defende no seu pacto para a saúde “a outras áreas da vida política nacional”.
“Os partidos políticos têm as suas posições, as suas ideologias, as suas propostas, mas entre eleições há compromissos que têm que falar mais alto, porque o que está em causa é o futuro do nosso país”, frisou António José Seguro.
O candidato apoiado pelo PS voltou ainda a referir a questão da legislação laboral, reiterando a sua intenção de veto político caso o anteprojeto do Governo chegasse a Belém e sustentando a sua posição na ausência de qualquer “mudança que pudesse introduzir mais competitividade” na economia, mais produtividade nas empresas, que “combatesse a desigualdade salarial entre mulheres e homens, que conciliasse a vida familiar com a vida profissional”.
“Os trabalhadores têm todo o direito na defesa dos seus direitos e das suas reivindicações. E não podem ser sempre eles a cederem todo o campo em matéria de legislação laboral”, disse.
Porém, também defendeu que “muitas das vezes não é necessário os governos para que empresários e representantes dos trabalhadores se possam sentar à mesma mesa”, pois falou “quer com o líder da UGT [Mário Mourão], quer com o líder da principal confederação de empresários em Portugal”, Armindo Monteiro, da CIP.
“Para se concertar, para unir, para mobilizar, é preciso conhecer, é preciso falar com as pessoas, é preciso dialogar. Muita gente diz que eu dialogo demais. Pois bem, eu acredito que o diálogo é aquilo que é fundamental neste momento em Portugal”, defendeu.
Entre os apoiantes no almoço de hoje estavam “três amigos moderados” de Seguro, Francisco Assis, Sérgio Sousa Pinto e Álvaro Beleza, e o candidato aproveitou para agradecer o apoio do PS, afirmando-se sentir-se orgulhoso e até abençoado.
“Claro que tenho orgulho no apoio do Partido Socialista”, referiu Seguro, lembrando que o PS “só manifestou apoio a candidatos presidenciais em quatro ocasiões”: a Mário Soares, Jorge Sampaio e Manuel Alegre, considerando-se “abençoado” por ser o quarto.
Porém, salvaguardou que a sua candidatura “não é, nem nunca poderia ser, uma candidatura partidária”, defendendo que é “suprapartidária”.
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