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Município de Gouveia intervenciona Rota dos Caminhos da Fé e Rota dos Galhardos

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Dois dos Percursos designados Pequena Rota (PR) que atualmente constituem a Rede Municipal de Percursos Pedestres foram alvo de manutenção e intervenções de replaneamento pelo Município de Gouveia.

O Município procedeu a intervenções da Rota dos Caminhos da Fé, tendo substituído a sinalética e a marcação dos caminhos, efetuando também uma reestruturação dos panfletos e painéis informativos que habitualmente se encontram durante os percursos.

O Município de Gouveia replaneou ainda o trajeto do percurso intimamente ligado à religião e à Fé, pelo que a rota foi alterada para agora cruzar a calçada medieval de Aldeias e a fachada barroca da Capela do Santíssimo Sacramento.

As intervenções da autarquia preveem o enriquecimento da Rota dos Caminhos da Fé. O percurso vai cruzar com novos pontos de passagem e os caminhantes passam a ter maior facilidade em seguir o caminho indicado pela nova sinalética.

“Os Caminhos da Fé constituem uma incontornável rota teológica da Beira Alta. Dezenas são os aparelhos religiosos que se encontram ao longo desta Rota caraterizada pela religiosidade. Contam-se 13 alminhas, 10 capelas, meia dúzia de igrejas, uma ermida e um convento ao longo deste percurso.

Ainda assim, estes edifícios religiosos são mais do que as suas fachadas, são também as histórias que guardam. Exemplo disso é a Igreja do Convento da Madre Deus, onde viveu uma freira que tinha fama de Santa, a Tia Batista, bem como a Capela do Senhor do Calvário, centro
religioso onde nasce, em 1838, a Maior Romaria das Beiras e que é justamente onde começa e termina esta rota”, explica a autarquia.

“O itinerário que hoje se pode percorrer para disfrutar de um dia ao ar livre, foi, noutros tempos, circulado por motivos económicos e agrícolas. Histórias de aparições de Nossa Senhora e promessas por cumprir levariam os devotos a escolher este caminho que, por ser mais curto, era usado como um atalho às promessas feitas em nome da Fé”.

Para além da religiosidade dos Caminhos da Fé, esta rota forma uma autêntica varanda para Beira Alta que se estende diante do horizonte. Ao nível da riqueza ambiental e botânica, as espécies indígenas do andar basal da Serra da Estrela foram aqui substituídas pelo cultivo tipicamente familiar.

Vinhedos e olivais são as culturas que caracterizam os solos mais férteis plantados pela comunidade. Juntam-se os pilriteiros, as gilbardeiras e outros arbustos que se unem para formar um ecossistema rico, ainda que moldado pela atividade humana.
A Rota dos Caminhos da Fé, ao estar intimamente conectada à religião, afirma-se assim “pela sua qualidade ambiental e paisagística, mas em especial por constituir uma experiência profundamente espiritual numa zona com um passado lendário e místico”.

A Rota dos Caminhos da Fé conta com 16km de extensão,uma duração de cinco horas, está integrada na paisagem rural da meia-encosta da Serra da Estrela, e surge agora ligeiramente alterada.

A par desta e da mesma forma, também, a Rota dos Galhardos foi alvo de intervenção, sobretudo no que concerne à substituição da sinalética, marcação dos caminhos, reestruturação dos panfletos e painéis informativos. Implantada na freguesia de Folgosinho, o percurso foi agora replaneado e terá início no Outeiro, passando pelo Parque de Merendas do Poção, já próximo à sede de freguesia.

As intervenções realizadas pelo município procuram sobretudo contribuir para o enriquecimento e valorização da Rota dos Galhardos. O percurso passa a abranger novos pontos de passagem e os caminhantes passam a ter maior facilidade em seguir o caminho indicado pela nova sinalética.

Enquadrada pela área do Parque Natural da Serra da Estrela e território do Geopark Estrela, a Rota dos Galhardos obtém o seu nome de uma das calçadas romanas mais extensas e melhor conservadas do país, classificada como Imóvel de Interesse Público.

Estendendo-se por três km, esta calçada integrava o grande trajeto que ligava as maiores cidades do ocidente peninsular Imperial: atualmente Braga e Mérida, podendo dizer-se que para além de interligar o espaço físico, esta calçada continua também a vincular-nos ao passado distante.

Pelo caminho é possível observar um afloramento granítico que, por força da erosão natural, se assemelha a uma cabeça, designando-se por isso como Cabeça do Faraó, onde foi agora, instalado um baloiço com vista panorâmica.

Assim, a Rota de Galhardos acaba “por não só constituir uma experiência ambiental e paisagística, como também profundamente cultural e introspetiva relativamente à forma como o ser humano atribui significados a esta paisagem irrepetível, com a qual já interage há milénios”.

Com 11 km de extensão, duração de quatro horas e uma altitude que chega aos 1340 m, a Rota dos Galhardos, agora ligeiramente alterada, “traz a oportunidade de cultivar conhecimento, viver e conhecer o passado de Portugal enquanto se caminha sobre uma calçada construída há milénios.

Poderá dirigir-se ao Posto de Turismo de Gouveia onde estão disponíveis panfletos com o mapa dos roteiros, bem como os destaques aos quais deverá estar atento durante os percursos.

Existem actualmente, na Rede Municipal de Percursos Pedestres, quatro roteiros que foram agora ligeiramente alterados. De dificuldade média, os percursos que o município veio agora melhorar podem ser realizados em qualquer altura do ano e, ao serem circulares, terminam no mesmo local onde começam. 

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