Mulheres com COVID longa apresentam uma carga de sintomas mais elevada e maior número de doenças associadas do que os homens, aponta um estudo da Nova Medical School, divulgado nesta terça-feira.
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Segundo a pesquisa, citada pelo Correio da Manhã, liderada por Helena Soares, professora e investigadora principal, as diferenças entre os sexos podem ser explicadas pelo funcionamento do sistema imunitário. As mulheres apresentam alterações em células responsáveis pelo combate ao vírus, o que favorece a persistência de sintomas e aumenta a vulnerabilidade a problemas neurológicos. Já os homens tendem a apresentar níveis mais elevados de inflamação generalizada.
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O estudo acompanhou 34 pessoas com COVID longa, com sintomas persistentes entre 9 meses e 5 anos após a infeção, e outros 26 indivíduos também infetados, mas sem sintomas, recrutados na USF Cuidar Saúde, no Seixal.
De acordo com os resultados, as mulheres têm mais fadiga persistente, dificuldades de concentração e problemas de memória, que tendem a agravar-se com a idade e a duração da doença. Além disso, apresentam mais doenças associadas, especialmente relacionadas com metabolismo, sistema neurológico e circulação. Nos homens, os sintomas predominantes são músculo-esqueléticos e alguns gastrointestinais.
“A COVID longa não afeta homens e mulheres da mesma forma. Identificar estas diferenças é um passo importante para compreender os mecanismos da doença e desenvolver abordagens mais eficazes e adaptadas ao perfil de cada doente”, afirma Helena Soares.
Mais da metade dos participantes relataram dificuldades nas atividades do dia a dia e no trabalho. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de COVID longa.
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