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Mulher lamenta forma como HUC estão a lidar com o estado de saúde da sua mãe (com vídeo)

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Helena Quaresma, 59 anos e natural da Lousã, lamenta a forma como os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) estão a lidar com a situação da sua mãe. Maria Adélia Quaresma, de 94 anos, sofre de insuficiência cardíaca e tem implantado um pacemaker desde 2020.

Segundo Helena Quaresma avançou ao Notícias de Coimbra, no prazo de uma semana — desde 25 de novembro até este sábado, 3 de dezembro — a sua mãe já deu entrada nas urgências três vezes e, em todas as situações, foi-lhe dada alta hospitalar, “ainda que com todos os sintomas”.

“A minha mãe teve sempre sensação de desmaio, desequilíbrio, cansaço, dificuldade na respiração e dor no peito do lado esquerdo”, avançou. “Todas as vezes o que me foi dito é que ela não tinha reunidas as condições para se manter internada”, partilhou Helena Quaresma.

A primeira entrada nas urgências deste hospital foi dia 25 de novembro e, às 2h da manhã (já dia 26), foi atribuída alta a Maria Adélia Quaresma.

“Foi-lhe dada alta às 2h da manhã, mas pediram-me que a fosse buscar pelas 7h. A minha mãe estava com os mesmos sintomas e disseram-me para a levar para casa na mesma. No domingo, dia 27 de novembro, ela continuou com os mesmos sintomas e na segunda-feira, dia 28 de novembro, chamo novamente o INEM e a minha mãe dá entrada de novo nos HUC pelas 8h35. Por volta das 22h ligam-me a dizer que já tinha alta de novo”, disse.

Helena Quaresma contou que na terça-feira, dia 29, a sua mãe encontrava-se igualmente mal, e tornou a ir para as urgências. Voltou a ter alta hospitalar na quarta-feira, dia 30, mas de acordo com Helena Quaresma, a sua mãe “estava a piorar”.

“Não contente com esta situação, falei com a médica que lhe deu alta, na qual ela me disse que a minha mãe não reunia as condições para ficar internada”, partilhou.

Este sábado, 3 de dezembro, a mãe de Helena Quaresma “começou com tosse persistente, falta de força e cansaço”. “Para não ter de voltar aos HUC, liguei para o SNS 24 e pedi ajuda. A enfermeira disse-me para lhe dar água e chá de gengibre, mas sublinhou que não ficava descansada com todos estes sintomas e que devia levá-la novamente às urgências do hospital”, avançou.

Até às 18h deste sábado, 3 de dezembro, Maria Adélia Quaresma continuava nas urgências desde o período da manhã.

“É desumano estar a levar um doente com as características da minha mãe para casa, para daqui a uns dias trazê-la novamente ao hospital, se ela se aguentar”, destacou Helena Quaresma, avançando ao NDC que já escreveu no Livro de Reclamações do hospital.

Veja o vídeo do direto:

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