O Movimento Nacional de Doutorandos (MND) expressa, publicamente, a sua preocupação com o impacto das mudanças em curso, particularmente no que respeita aos processos de contratualização das bolsas, no presente ano letivo (2025/2026).
“No presente ano letivo, o tempo de espera para a contratualização das bolsas para Doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) já superou a habitual demora. Após o anúncio dos resultados provisórios, em agosto de 2025, e dos resultados definitivos em novembro de 2025 – mais tarde do que no ano anterior -, prolonga-se, também, o ato de contratualização, permanecendo, assim, centenas de doutorandos em situação de vulnerabilidade”, refere.
O Movimento explica que, “dada a alteração significativa nos processos de contratualização — competência anteriormente atribuída à FCT e agora cometida às Universidades — torna-se essencial fornecer aos novos bolseiros informação clara e precisa sobre os prazos, garantindo maior previsibilidade ao processo. Tal não ocorreu. Nessa medida e para além de impactar negativamente a vida pessoal de cada candidato a bolsa de doutoramento, compromete, de forma perniciosa, o desenvolvimento dos seus projetos de investigação.”
Alicerçado a estes factos, explicam que “as medidas anunciadas entre as quais a fusão da FCT e da Agência Nacional de Inovação – contribuem para a criação de um sentimento de incerteza e insegurança dentro da comunidade dos 3º ciclos de estudos do Ensino Superior”.
O MND “reitera a urgência de uma maior transparência e de comunicação clara por parte das entidades responsáveis, de modo a garantir previsibilidade, segurança e condições adequadas para o desenvolvimento dos projetos de investigação dos bolseiros.