O Convento São Francisco (CSF) vai acolher, a partir de sábado, uma exposição sobre a delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império (CEI), que reúne documentos, fotografias e recortes de imprensa provenientes de diversos arquivos.
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A mostra “Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)” tem curadoria dos historiadores Helena Wakim Moreno e Miguel Cardina, e é coorganizada pelo município de Coimbra, através do CSF, e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-UC).
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A iniciativa “dá a conhecer a importância da delegação de Coimbra” da CEI, reunindo material oriundo “de diversos arquivos, como o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Associação Tchiweka de Documentação, o Centro de Documentação 25 de Abril e o Museu Académico da Universidade de Coimbra, entre outros”, revelou hoje a Câmara Municipal de Coimbra.
Num comunicado enviado à agência Lusa, o município acrescenta que os visitantes terão ainda à disposição recursos audiovisuais (filmes, depoimentos e registos áudio) “que exploram as dimensões política e cultural da atividade da CEI”, com enfoque na estrutura local.
A delegação de Coimbra da CEI existiu na cidade entre 1945 e 1965, tendo sido dependente financeiramente da sede, em Lisboa.
“Acolheu um conjunto importante de estudantes oriundos das então colónias, alguns deles com um papel relevante na produção cultural e no empenho político que conduziu às independências”, afirma a autarquia.
Meridianos do Futuro “aborda a atividade cultural e desportiva desenvolvida na Casa ou pelos seus associados, a forma como na época se foram definindo identidades africanas, a relação com outros espaços e estruturas da cidade, a vigilância política a alguns dos seus membros e o contributo da Casa para a politização de um meio estudantil em transformação”.
A exposição integra uma programação associada nas áreas das artes performativas, música, cinema e literatura, a decorrer até 18 de outubro.
A Câmara Municipal destaca a realização de um colóquio académico, a 01 de junho, no CSF, com a participação de especialistas nas temáticas abordadas, bem como um programa de mediação dirigido a diferentes públicos, nomeadamente à comunidade escolar, com curadoria da artista e investigadora Raquel Lima.
A mostra é de entrada livre e pode ser visitada até 18 de outubro.
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