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Cinema

Mostra de cinema homenageia ecologista brasileiro Chico Mendes em Coimbra

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O Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra promove, na quarta e na quinta-feira, uma mostra cinematográfica de homenagem ao ecologista brasileiro Chico Mendes, assassinado em 1988.

“Chico Mendes é uma referência fundamental na história da ecologia e das lutas sociais dos últimos 25 anos”, disse hoje à agência Lusa Santiago Gorostiza, um dos investigadores que organizam a iniciativa.

A mostra é organizada pelo CES em conjunto com a Oficina Ecologia e Sociedade e a European Network of Political Ecology – Entitle, em parceria com uma instituição brasileira, a IGPA-PUC de Goiás.

A mostra cinematográfica “Ecologia e lutas sociais: homenagem a Chico Mendes (1944-1988)” vai decorrer no Teatro da Cerca de S. Bernardo e na Casa das Caldeiras, em Coimbra, na quarta e na quinta-feira, respetivamente.

O programa inclui a participação, no primeiro dia, do documentarista inglês Adrian Cowell e do operador de câmara brasileiro Vicente Rios, que registaram a vida de Chico Mendes em Xapuri, “as suas viagens internacionais e a sua militância até o dia do seu trágico assassinato”.

Desse trabalho, resultou o filme “Chico Mendes: eu quero viver”, que abre a mostra, no Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB), e será apresentado e debatido por Vicente Rios.

Assinalando os 25 anos da morte do ativista, o CES acolhe em Coimbra uma iniciativa sobre a importância de Chico Mendes nas lutas sociais de finais do século XX.

“Ele é hoje reconhecido como um grande ecologista em todo o mundo”, disse o catalão Santiago Gorostiza, que está a preparar, no CES, o seu doutoramento em Ecologia Política, e organiza a mostra com o seu colega Filipe Milanês.

Mendes “representava a resistência dos povos da floresta, as lutas sociais e a defesa ecológica das populações que ele, como poucos, soube organizar e liderar”, segundo uma nota do CES.

O seu assassinato, “por ordem de um grande latifundiário”, a 22 de dezembro de 1988, teve “uma imensa repercussão” internacional.

“O motivo da morte foi a disputa do Seringal Cachoeira, que o responsável pela ação queria transformar em fazenda, expulsar os seringueiros e desmatar a floresta”, adianta a nota, realçando, contudo, que “o que estava por detrás do crime era a destruição” da Amazónia.

Na quarta-feira, a partir das 19:00, no TCSB, vão ser projetados os filmes “Chico Mendes: eu quero viver” (1989) e “Financiando o Desastre: Com Chico Mendes” (1987), de Adrian Cowell.

Segue-se o debate “Filmando Chico Mendes!”, com a participação de Vicente Rios.

Às 22:30, será exibido o filme “Delta Force” (1995), de Glen Ellis, sobre outra luta ecologista, na Nigéria, relacionada com a exploração de petróleo.

No último dia, a Casa das Caldeiras acolhe, a partir das 14:00, os filmes “Taking Root: A Visão de Wangari Maathai”, de Alan Dater e Lisa Merton, “No Land, No Food, No Life”, de Amy Miller.

“Países distantes, histórias conexas” é o tema de um debate com a realizadora Amy Miller, às 17:00.

A projeção do filme “Wira Pdika”, de Samarendra Das e Amarendra Das, está marcada para as 18:00, enquanto “Matando por Terras”, de Adrian Cowell, será exibido às 21:00.

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