Coimbra

“Mosteiro de Santa Clara é o espaço mais desafiador que conhecem no mundo”

António Alves | 2 horas atrás em 11-04-2026

Artistas que participam na Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra não têm dúvidas, segundo o diretor Carlos Antunes.

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Ainda não é certo que o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova em Coimbra acolha o “solo show” do próximo ano de 2027. Apesar das conversas estarem a correr “da melhor forma”, o diretor da mostra Carlos Antunes reconhece que este “é o espaço da Bienal”.

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Na entrevista ao Notícias de Coimbra, o arquiteto e diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra entende que a cada edição se nota “a simbiose, a energia que o edifício traz às obras, e as obras trazem ao edifício”.

“Mudar daqui, é difícil, muitos artistas que aqui expõem, dizem que é o espaço mais desafiador que conhecem no mundo. É isto que dizem, não é na Europa, é no mundo. Será difícil haver na mesma cidade, os dois mais desafiadores espaços do mundo? Eu acho que será muito difícil, portanto isto é a galinha dos ovos de ouro, e podemos matá-la, porque há uma história longa de matar galinhas de ovos de ouro, ou então podemos perceber, não, este é o lugar, este é o sítio”, disse.

Veja o Direto NDC com Carlos Antunes

Presente na cerimónia, o secretário de Estado da Cultura Alberto Santos afirmou no discurso de inauguração que aquele edifício “é um lugar carregado de tempo, de espessura histórica, de sucessivas ressignificações, que a arte contemporânea convoca e arrasta novamente para o presente”.

“E no momento em que o edifício conhece também uma nova fase da sua história, importa sublinhar a força dessa continuidade cultural”, frisou.

No final da visita, o governante foi questionado pelo Notícias de Coimbra sobre a questão que envolve o projeto inscrito no Programa Revive, e que prevê a abertura naquele local de um hotel de 5 estrelas, mas que não avançou até ao momento como estaria previsto no contrato assinado em maio de 2024 e que previa o início de exploração em maio de 2026, como está descrito na página do Revive.

Em resposta, Alberto Santos acredita que quando chegar o momento de ter de sair daquele local
a Bienal terá “uma capacidade tão grande de se transmutar, de se transformar e de se adaptar a uma cidade como esta, com tantos espaços, que vai consegui-lo”.

Veja o Direto NDC com secretário de Estado da Cultura

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