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Coimbra

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha recebe exposição “Inês de Castro, a rainha morta e outras personagens desencantadas”

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A exposição “Inês de Castro, a rainha morta e outras personagens desencantadas” chega ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, no dia 2 de outubro. 

António Saint Silvestre expõe pela segunda vez em Portugal, a convite da Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC). A inauguração da exposição integra o programa da DRCC para as Jornadas Europeias do Património e tem lugar às 15:30, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.

A obra do artista barroco e autodidata reflete uma síntese de “criatividade transbordante” numa conjugação vibrante de influências africanas e europeias. Em “Inês de Castro, a rainha morta e outras personagens desencantadas” o escultor cria um espetáculo onírico e mágico habitado por pequenas personagens que denunciam, com ares ingénuos e infantis, de forma séria e triste, as dores da Humanidade. 

A exposição, presente em Coimbra e na região Centro pela primeira vez, transporta memórias, provocações e questões sobre o mundo em que vivemos. As personagens do artista habitarão a sala de exposições temporárias do Centro Interpretativo e a área de exposição permanente, sugerindo um diálogo inusitado com a história das Clarissas que ali viveram.

“Inês de Castro, a rainha morta e outras personagens desencantadas” estará patente na sala de exposições temporárias do Centro Interpretativo do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha até 10 de janeiro de 2022. À Direção Regional de Cultura do Centro, António Saint Silvestre doará “Inês de Castro, a rainha morta”, a peça que dá nome a esta exposição.

António Saint Silvestre nasceu em 1946, em Moçambique, tendo-se radicado em Paris desde 1973. A sua primeira exposição individual teve lugar em Paris, em 1987, tendo o autor iniciado a sua participação em exposições coletivas em 1983. Desde então, a sua obra tem sido exposta em diversas cidades da Europa, nos Estados Unidos da América, no Japão e na China. Na capital francesa, onde viveu cerca de 40 anos, contactou de perto com o mundo da arte onde, incentivado por amigos e admiradores, acaba por expor os seus primeiros trabalhos, que lhe dão ímpeto para a abertura de uma galeria de arte durante 25 anos, aqui expõe artistas dos movimentos marginais como a Arte Bruta, a Arte Singular ou a Nova Invenção. Mais tarde, António Saint Silvestre traz a sua coleção até Portugal, esta pode agora ser visitada pelo público no Centro de Arte Oliva, em São João da Madeira.

A cerimónia de inauguração desta exposição conta com a entrega do “Prémio Instituição” pela APOM à Direção Regional de Cultura do Centro.

A Associação Portuguesa de Museologia distinguiu a Direção Regional de Cultura do Centro com o Prémio Instituição. A entrega pública desta distinção, que contará com a presença da Diretora Regional de Cultura do Centro, Suzana Menezes, e do Presidente da APOM, João Neto, terá lugar dia 2 de outubro, integrada nas Jornadas Europeias do Património e na inauguração de uma das exposições mais marcantes que a DRCC abre no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.

O Prémio Instituição é atribuído pela APOM, no âmbito da sua missão de promover o conhecimento da museologia e dos domínios científicos e técnicos que a enformam, a organismos, públicos ou privados, que apoiem os museus e as atividades museológicas. Esta distinção surge num momento em que, para além de dinamizar os espaços museológicos que lhe estão afetos, a DRCC colocou em prática um plano de atividades que dota a região de ferramentas de capacitação para que, até 2030, 80% dos museus, dos 77 municípios inscritos na sua área de circunscrição territorial, estejam credenciados na Rede Portuguesa de Museus, explica a DRCC em comunicado.

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