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Coimbra

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em estado coma desde as inundações de 2016

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 As obras de restauro do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, que sofreu inundações em 2016, continuam por arrancar devido a demora na aprovação do projeto, disse hoje a diretora Regional de Cultura.

O projeto para reabilitação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, fortemente afetado pelas cheias de 2016, foi apresentado em outubro de 2017 à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e à Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, mas, volvido quase um ano, a diretora Regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, ainda está “à espera” da aprovação do projeto.

“Neste momento, ainda não tenho resposta da CCDR quanto à aprovação deste projeto”, afirmou, mostrando-se “bastante aborrecida” com a situação, pelo facto de o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha estar “subaproveitado” desde as cheias de 2016.

Segundo Celeste Amaro, é impossível utilizar o espaço à noite porque o sistema de iluminação falha e uma pessoa de cadeira de rodas não consegue visitar sozinha o interior do mosteiro porque os elevadores não funcionam desde as inundações.

Se o projeto tivesse sido aprovado, “já se esperaria ter tempo de abrir concurso público e a obra já se tinha iniciado” por esta altura, vincou a diretora Regional de Cultura do Centro, que falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa de apresentação do projeto “Summertime Jazz no Mosteiro”.

“Acho que é tempo de mais. Não se justifica andarmos aqui a empatar. Sei que pode haver muitas obras com a CIM de Coimbra, mas não justifica que haja uma obra da administração central indispensável e fundamental para Coimbra” a arrastar-se no tempo, sublinhou, referindo que já deu conhecimento da situação ao ministro da Cultura.

Celeste Amaro referiu que para este projeto não foram retiradas verbas a obras dos municípios, mas a obras da Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), sendo que a intervenção, que prevê intervenção no sistema elétrico e de drenagem, elevadores e sistema de proteção contra as cheias, terá um custo de cerca de 350 mil euros.

“Esta obra é fundamental, antes que haja outra inundação”, defendeu.

Já em janeiro de 2017, a DRCC esperava que as obras de recuperação do mosteiro arrancassem no verão desse ano.

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