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Coimbra

Moradores alertam para perigo na Rua Coelho da Rocha em Coimbra (com vídeos)

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Os moradores da Rua Coelho da Rocha, em Santa Clara, Coimbra, pedem uma intervenção urgente à Câmara Municipal e alertam para os perigos devido aos “acessos precários”. O assunto já foi alvo de um abaixo-assinado e, esta segunda-feira, foi levado à reunião do executivo por um grupo de moradores.

Na zona, na cada vez mais apetecível colina por trás da Guarda Inglesa, “são agora implantados edifícios enormes não se respeitando o princípio das características urbanísticas da zona”, avisa Fernando Henriques, que assumiu o papel de porta-voz dos moradores na reunião de Câmara. “Os acessos precários para poucos moradores são completamente desadequados para a maior pressão urbanística. A circulação de viaturas é uma aventura e não está garantida a circulação de peões adequadas ao tecido urbano existente. Pessoas idosas só sairão desta urbanização em viatura e não conseguem vir apanhar o autocarro dos pequeninos que desce a Coelho da Rocha”, alerta ainda. 

Em causa estão também “gravíssimos problemas de drenagem de águas pluviais” já que “em dias muito chuvosos estas ruas são o esgoto daquela zona com enormes declives e com alguns aluimentos”. 

“Temos excesso de trânsito nesta rua que só por si não cumpre as normas, com a urbanização da Volta da Guarda Inglesa, há 20 anos, tudo se complicou, os carros não se conseguem cruzar, e agora com a construção de mais um prédio vamos ter 100 famílias a mais e é incomportável”, conta Paulo Santos, morador na rua há 51 anos e o primeiro subscritor do abaixo-assinado já entregue no município. 

Dizendo que a Urbanização da Volta da Guarda Inglesa foi aprovada “num somatório de equívocos e de omissões processuais” e assegurando que há “fundados elementos indicativos que a aprovação inicial da urbanização é feita na base de plantas de uma área que realmente não existia”, os moradores lamentam a construção em curso de “um prédio com um muro de betão com oito ou mais metros de altura em cima do passeio da rua” que “parece a muralha”.

“O muro é uma afronta para os moradores”, considera Fernando Henriques, morador na zona há 30 anos, garantindo que “a principal preocupação é a segurança”. Em entrevista ao Notícias de Coimbra no local, o munícipe apelou à Câmara de Coimbra “que volte a estudar este processo para ver se arranja melhores acessos para esta população que vamos ter como vizinhos”, notando que, na zona do Aldi, a rua foi alargada e tem boas medidas” e pediu uma verificação in loco da obra. 

Na reunião do executivo, os habitantes apelaram à Câmara para melhorar e alargar os passeios, diminuir o declive do início da subida da Rua José Branquinho de Carvalho para “reduzir os frequentes incidentes no inverno”. Gostariam também de ver “reduzida a volumetria do Lote 1 em início de construção, para o compatibilizar com a envolvente e com a área existente, afastando-o da Rua Coelho da Rocha e alterado o acesso às suas garagens, compatibilizando o edifício com os acessos existentes”. Consideram igualmente que “devem ser adiadas novas autorizações urbanísticas que pressionem o número de moradores deste local, até haver novas acessibilidades” e pedem a “colocação imediata de um espelho panorâmico convexo neste local”. 

“Vivemos num local que até há pouco tempo tinha características de uma aldeia. Agora estamos a ser integrados na malha urbana da cidade, mas os acessos são os da aldeia. Pedimos a correção disto”, rematou Fernando Henriques que recebeu “total solidariedade” por parte da vereadora da Gestão Urbanística e Fiscalização. “Revejo-me em todas as suas preocupações. Infelizmente temos várias situações em Coimbra que são um acumular de problemas, que é claramente o caso deste loteamento, em que há erros de medição”, afirmou Ana Bastos.

Lembrando que a aprovação do loteamento remonta a 1996, a vereadora sublinhou que “este problema de acessibilidades, que é grave, é muito difícil de resolver agora”, embora possam ser aplicados “alguns cuidados paliativos”. Ana Bastos informou ainda que tinha ordenado uma fiscalização urgente à obra do Lote 1 e ao muro, sendo que se não estiver em conformidade será “embargada e demolida”. 

 

Veja o direto NDC com Fernando Henriques, na Rua Coelho da Rocha: 

Veja o direto NDC com Paulo Santos, junto ao muro que está a gerar polémica:

 

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