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Montemor-o-Velho cria plano estratégico local para crianças e jovens

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A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Montemor-o-Velho desenvolveu um Plano Estratégico Local, de cinco anos, para a promoção e proteção dos direitos das crianças e jovens, que será apresentado em novembro.

“Foi um trabalho no qual aplicámos questionários a crianças, a famílias, a jovens e aos próprios cuidadores, no sentido de fazermos um diagnóstico local sobre as matérias relacionadas com a infância”, revelou à agência Lusa a presidente da CPCJ e vereadora com o pelouro da Educação do Município de Montemor-o-Velho, Diana Andrade.

“O que é preciso acontecer no concelho de Montemor-o-Velho para que as crianças e os jovens sejam mais felizes?”, foi a pergunta de partida deste diagnóstico que deu origem ao plano estratégico.

Foram feitos 494 questionários em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra – 138 a crianças dos seis aos 12 anos, 70 a jovens dos 13 aos 18 anos, 266 a famílias e 20 a entidades com competência de infância e juventude.

Os dados demonstraram que 30% dos jovens consideram que há discriminação dentro da escola sobre crianças com deficiência e, quanto à igualdade de tratamento, 21% afirmaram que os professores não tratam todos os alunos da mesma maneira.

Outros dos aspetos revelou que 30% das crianças afirmam que às vezes os pais lhes batem, 06% afirmam que são agredidas e 64% referiu que os pais gritam às vezes.

“Há aqui dados que não deixam ninguém confortável”, frisou Diana Andrade.

A partir deste diagnóstico, em conjunto com as entidades que estão representadas na CCPJ, foi desenvolvido um Plano Estratégico local de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens de Montemor-o-Velho 2022-2027.

“Isto significa que nos comprometemos a trabalhar na base da prevenção”, acrescentou.

A CCPJ desenvolveu um guia que já está a ser distribuído a todos os professores, auxiliares, assistentes técnicos e a instituições particulares de solidariedade social (IPSS) que têm competência da área da infância e juventude no concelho.

Este guia contém comportamentos de risco, como fazer uma comunicação de perigo à CCPJ, entre outros itens.

De modo a promover o bem-estar e igualdade de oportunidades, as medidas passam nomeadamente pela melhoria da cobertura de internet em todo o concelho, bem como a melhoria da rede de transportes.

Sessões de prevenção de comportamentos suicidários em meio escolar, a criação de um serviço de apoio domiciliário ao nível da saúde mental, bem como sessões com estratégias para lidar com emoções são outras das iniciativas que constam no documento.

O plano, de cinco anos, prevê ainda a criação de um Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental, assim como a criação de “Clubes de Cidadania” – grupos locais de crianças e jovens para a discussão de ideias e desenvolvimento de competências de comunicação, que devem comunicar anualmente as suas conclusões à CCPJ.

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