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Coimbra

Modelo dos autocarros do Metro Mondego será conhecido em janeiro (com videos)

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Depois da prorrogação do prazo do concurso internacional, já estão a ser avaliadas as propostas para os autocarros do Metro Bus e a decisão será conhecida dentro de dois meses, disse hoje o secretário de Estado das Infraestruturas ao Notícias de Coimbra no final da consignação da obra para o primeiro troço urbano em Coimbra, entre o Alto de São João e a Portagem. Jorge Delgado reiterou que o Sistema de Mobilidade do Mondego – que apelidou de desafio virtuoso – entrará em funcionamento em 2023.

O vice-presidente da Infraestruturas de Portugal afirmou que “começa hoje a primeira obra no circuito urbano do Metro Mondego, durante a mesma sessão, que se realizou no Salão Nobre dos Paços do Município. São 5,2 quilómetros desde o antigo apeadeiro das Carvalhosas, no Alto de São João, até à Portagem, em Coimbra, que vão substituir a ferrovia, já desativada há 11 anos no Ramal da Lousã.

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, eleito em setembro, disse que este não se “revê” no projeto e reafirmou que há “insuficiências” do SMM e que “Coimbra merecia mais”. José Manuel Silva destacou, em entrevista ao Notícias de Coimbra, o exemplo da passagem entre o local previsto para a paragem do Metro Bus e a Praça 8 de Maio, onde a circulação pedonal “terá de ser feita pelo canal do metro”. Apresenta como solução a demolição das traseiras da Casa Aninhas, que não está prevista no projeto da obra já em execução, admite. A criação de uma ligação à Universidade de Coimbra, a reposição da paragem no Alto São João e a conjugação do SMM com a “estação intermodal” de Coimbra B são também apontadas como preocupações do autarca. José Manuel Silva não vê no sistema a integração da Estação Nova uma vez que seria duplicar o serviço entre a Coimbra A e Coimbra B, com metro bus e comboio.

O presidente da Metro Mondego realçou por seu lado que a entidade gestora está “em negociação com as autoridades de transportes” da região para alcançar um “tarifário comum e um sistema de bilhética único” para ser utilizado no Metru Bus, SMTUC e demais operadores.

A denominada obra “Troço Portagem – Alto de São João – Adaptação da Infraestrutura a BRT, Adutora da Boavista e Drenagem Pluvial do Vale da Arregaça” será gerida por um agrupamento de Entidades Adjudicantes (AEA) constituído pela Infraestruturas de Portugal, Águas do Centro Litoral (AdCL) e a Empresa Águas de Coimbra (AdC). Foi adjudicada pelo valor de 23.595.219,02 euros, suportado respetivamente em 77,8%, 20,1% e 2,1% pelas três Entidades, e tem um prazo de execução de 18 meses.

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