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Modelo de serviços inteligentes testado em Coimbra comprova poupanças energéticas até 30%

Notícias de Coimbra com Lusa | 49 minutos atrás em 11-02-2026

 Um modelo integrado de serviços inteligentes de energia que foi testado na Universidade de Coimbra (UC) comprovou poupanças energéticas até 30%, revelou hoje a instituição.

A conclusão de que “é possível alcançar poupanças energéticas significativas em edifícios residenciais e de serviços, ao mesmo tempo que se reforça o papel ativo dos consumidores na transição energética”, surgiu no âmbito de projetos-piloto do BungEES, uma iniciativa europeia em que participa o Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC).

O edifício do Departamento de Engenharia Eletrotécnica de Computadores da FCTUC serviu como laboratório de inteligência energética, nele tendo sido testada a integração de tecnologias de ponta.

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Entre estas tecnologias estão “a IoT (Internet das Coisas), traduzida na automação de diversos serviços de energias (climatização, armazenamento de energia em baterias, carregamento inteligente de veículos elétricos e produção solar fotovoltaica)”, explicou a UC.

O projeto também decorreu na Alemanha, França, Espanha, Eslováquia e República Checa e os seus dados finais revelaram que esta abordagem inteligente permite reduções entre 15% a 30% no consumo de energia para aquecimento e arrefecimento.

“O BungEES demonstrou que é possível reduzir as faturas de eletricidade e as emissões de CO₂ sem sacrificar o conforto dos utilizadores”, frisou o coordenador do projeto e investigador do Instituto de Sistemas e Robótica Nuno Quaresma.

Segundo o investigador, “em Portugal, a aplicação de algoritmos de automação permitiu que os consumidores deslocassem o seu consumo para horários de menor carga, evitando sobrecargas na rede elétrica nacional”.

A inovação levada pela FCTUC para o projeto foi a simplificação: “em vez de lidar com múltiplos fornecedores para painéis solares, baterias, carregadores de carros elétricos e auditorias, o cidadão passa a ter um único ponto de contacto”, permitindo que, “futuramente, os consumidores comuns sejam pagos para apoiar a estabilidade da rede, funcionando como parceiros ativos do sistema energético”.

Esta iniciativa está alinhada com o plano “Fit for 55” da União Europeia, que tem como objetivo reduzir 55% das emissões até 2030.

Com a validação técnica feita em Coimbra, “o modelo BungEES está agora pronto para ser escalado para outras cidades europeias, atraindo investimento privado e acelerando a modernização do parque edificado”.

“Embora o projeto oficial já esteja concluído, o legado técnico deixado nos laboratórios da FCTUC servirá de base para a próxima geração de serviços energéticos inteligentes em todo o continente europeu”, sublinhou a UC.

Nuno Quaresma realçou “as competências técnicas e profissionais avançadas altamente procuradas no mercado de trabalho em setores como energia, tecnologia e sustentabilidade” que este projeto permitiu.

“Os pilotos instalados em Coimbra transformaram-se num ‘laboratório vivo’, vantagem que permitiu aos estudantes e investigadores testassem, em condições reais, as suas teorias e protótipos em áreas como IoT, inteligência artificial aplicada à energia e gestão de rede”, afirmou.

Na sua opinião, “isto ofereceu uma experiência prática inestimável que vai além da simulação”.