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Ensino

Ministro diz que professor é indispensável para ajudar alunos a validar informação da Internet

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O ministro da Educação, João Costa, defendeu hoje que o professor “nunca foi tão indispensável” para ajudar a identificar critérios para validar a veracidade da informação a que os alunos acedem na internet.

“O professor nunca foi tão indispensável como é agora. Quando não tínhamos ‘google’, havia uma fonte quase única de saber (… ). O aluno perguntava ao professor, que respondia, e se aluno desconfiasse ia à biblioteca da escola validar”, disse João Costa, sublinhando que “nem tudo o que está por detrás do google é verdade”.

O governante, que falava no arranque de uma iniciativa ligada ao projeto “Net Viva e Segura”, uma parceria da Deco Proteste e da Google, sublinhou a atual facilidade de acesso a informação, mas alertou que “neste momento a informação está por todo o lado, mas informação não significa conhecimento”.

“Por isso o professor torna-se uma figura fundamental na identificação de critérios de validação e de avaliação da veracidade e do rigor cientifico daquilo que encontramos por trás de um motor de busca”, afirmou.

Nessa medida, acrescentou, “nunca a escola terá sido tão importante e nunca a figura do professor, enquanto fonte de credibilidade científica, foi tão importante como é hoje”.

João Costa apontou ainda o “fomento do pensamento crítico” como uma nova função da escola: “Na cidadania digital temos uma nova função da escola, que é o fomento do pensamento critico, o fomento de relacionar o conhecimento científico e tecnológico adquirido na escola com a capacidade de avaliar criticamente aquilo que se lê, aquilo que se encontra, aquilo que se desenvolve”.

Lembrando que hoje em dia se vive “no imediato”, o ministro revisitou dados do relatório PISA que indicam que nove em cada 10 alunos que participaram tinham dificuldade em distinguir factos de opiniões e, quando começavam a ler os itens, ao primeiro sinal de dificuldade desistiam.

“Isto poderá significar pouca capacidade avaliativa do que se lê, um texto de opinião é tomado como notícia, como factual, assim como se identificou um padrão de ler o título e não ler o resto. Isto traz uma enorme responsabilidade para a escola e para os produtores de conteúdos, para se educar esta geração para a leitura extensiva e para a leitura crítica.

A edição de 2022 do projeto “Net Viva e Segura”, uma iniciativa que resulta de uma parceria da Deco Proteste e da Google, decorre hoje no espaço da Fundação Marquês de Pombal, palácio dos Aciprestes, em Linda a Velha, concelho de Oeiras.

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