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Coimbra

Ministro diz em Coimbra que Portugal atento aos “estrangulamentos” da retoma económica mundial

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O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros alertou hoje que Portugal deve estar atento às condições da forte retoma económica que se verifica na Europa e no mundo e aos estrangulamentos que podem afetar o seu ritmo.

“Conhecemos os estrangulamentos que estão a dificultar o ritmo e pujança de uma retoma económica que foi muito forte e rápida, assim que as condições sanitárias o permitiram”, referiu Augusto Santos Silva, na sessão de abertura da conferência “Exportações & Investimento”, promovido pela AICEP, que decorre em Coimbra.

Na sua intervenção, o governante apontou como grandes objetivos nacionais o aumento do grau de internacionalização das empresas portuguesas, o aumento do peso das exportações no Produto Interno Bruto (PIB) e o aumento da atração de investimento.

A esse propósito, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse aos jornalistas que Portugal vai bater de novo, em 2021, o recorde de atração de investimento estrangeiro, apesar de ainda faltarem dois meses para o final do ano.

Segundo Augusto dos Santos Silva, as exportações de bens “estão já ao ritmo de 2019 e nos serviços nota-se já uma recuperação forte do principal setor exportador, turismo e transportes”.

O governante apontou como sinais preocupantes na economia mundial as dificuldades de abastecimento em termos de matérias-primas e do preço da energia, apesar da economia da “zona euro e de Portugal estar a recuperar bem”.

Na sua comunicação, intitulada “O posicionamento de Portugal e da Europa no novo contexto geopolítico/geoeconómico”, defendeu que Portugal pode posicionar-se como uma resposta positiva a alguns dos estrangulamentos sentidos em várias das cadeias de valor”.

“Um exemplo evidente é o da mobilidade elétrica, desde a posse de reservas de lítio e respetiva mineração verde até à produção e disponibilização de baterias para armazenamento da energia elétrica”, salientou.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros considera que Portugal terá um papel importante no “suprimento de umas necessidades mais evidentes da Europa na sua transição energética, que tem a ver com o posicionamento de todos os elementos da cadeia de valor da mobilidade elétrica, porque quem parte do lítio para as baterias pode facilmente partir das baterias para as redes de carregamento e produção de veículos movidos a eletricidade”.

De acordo com o governante, Portugal tem ainda vantagens específicas que podem colocar o país “muito bem no desafio do futuro mais próximo: o turismo sustentável”.

Augusto Santos Silva frisou também que a Europa tem pela frente o desenvolvimento de dois ‘clusters’ chaves na sua transição energética – as indústrias ambientais e a economia azul, dos oceanos.

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