O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, sublinhou hoje a “inovação significativa” no sistema de criação de vagas no ensino superior, com a possibilidade de universidades e politécnicos poderem proceder a aumentos até 5%.
“Nós mudámos o sistema, introduzimos aqui uma flexibilidade para as universidades e os politécnicos aumentarem as vagas até 5%, foi uma inovação significativa”, referiu Fernando Alexandre, em Braga, à margem da sessão comemorativa do 52.º aniversário da Universidade do Minho.
Segundo o governante, houve algumas instituições “que aumentaram quase 5%, outras que aumentaram 1%, outras que aumentaram pouco”.
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“Mas é uma decisão das universidades e dos politécnicos”, reiterou.
No próximo ano letivo, o ensino superior público contará com 78.283 vagas, mais 1.465 do que no ano corrente, informou, na segunda-feira, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
Um dos destaques vai para as vagas em licenciaturas em Educação Básica no Concurso Nacional de Acesso, que voltam a aumentar, desta vez 12%, para um total de 1.344 lugares, o que significa mais 147.
O aumento resulta dos contratos-programa assinados pelo ministério com 10 instituições de ensino superior para o reforço da formação inicial de professores, através da majoração do financiamento”.
Fernando Alexandre adiantou que serão assinados mais contratos.
Em relação ao curso de Medicina, foram fixadas 1.656 vagas para o próximo ano letivo, mais 62 do que no presente, 40 das quais devido à abertura de um novo curso na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e 22 de um reforço na Universidade de Coimbra.