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Ministro da Saúde alemão “horrorizado” ao saber que era potencial alvo de ataque

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O ministro da Saúde alemão, Karl Lauterbach, disse hoje estar “horrorizado” após a detenção de quatro alegados membros de uma rede de extrema-direita contra as regras de contenção da covid-19 que o tinha como um dos alvos.

A justiça alemã anunciou hoje a detenção de quatro alegados membros de uma rede de extrema-direita contra as regras de contenção da covid-19, que planeavam “ataques violentos” no país e o rapto de “figuras públicas”.

De acordo com a agência noticiosa France-Presse (AFP), que cita uma fonte ministerial, entre os alvos do grupo estava o ministro da Saúde social-democrata, Karl Lauterbach.

Em declarações aos jornalistas, na cidade alemã de Husum, perto do Mar do Norte, Lauterbach disse que as detenções mostram que os protestos contra as medidas de contenção contra a covid-19 “não se tornaram apenas mais radicais, mas que (…) são tentativas de desestabilizar o Estado”.

“Esta é uma pequena minoria na nossa sociedade, mas altamente perigosa”, afirmou, citado pela agência Associated Press (AP).

A rede, denominada “Patriotas Unidos”, tinha como objetivo destruir “o sistema democrático alemão”, segundo a procuradoria de Coblença e a polícia da Renânia-Palatinado, refere uma declaração conjunta.

Ainda assim, o ministro desvalorizou a influência do caso no seu trabalho.

“Isto não influenciará o meu trabalho”, sublinhou, acrescentando que vai tentar equilibrar os interesses da população que quer medidas mais leves, com a que quer medidas mais rigorosas.

Os suspeitos, detidos na quarta-feira durante extensas buscas, tinham planeado atacar as redes elétricas para provocar “um apagão a longo prazo em todo o país”, que, segundo estes, provocaria as condições para uma “guerra civil”.

As autoridades estavam a investigar o grupo, os seus fundadores e apoiantes em várias partes do país desde outubro de 2021.

Na rusga realizada na quarta-feira, as autoridades apreenderam armas de fogo, barras de ouro, moedas de prata e dinheiro no valor de mais de 10.000 euros, assim como telemóveis, falsos certificados de vacinação contra a covid-19 e vários documentos que descreviam os planos para derrubar o Estado alemão.

As autoridades tinham em mira cinco suspeitos – todos alemães e com idades compreendidas entre os 41 e os 55 anos –, tendo detido quatro, de acordo com a declaração.

As operações policiais visam a franja mais radical do movimento contra as restrições, cuja expressão se multiplicou e que colocou a violência da extrema-direita no topo da lista de ameaças à ordem pública, à frente do extremismo islâmico.

Este movimento tem estado particularmente ativo na Alemanha desde o início da pandemia da covid-19 e utiliza canais da plataforma de troca de mensagens Telegram, onde fazem ameaças contra representantes eleitos ou durante manifestações.

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