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Ministro da Cultura surfa na Figueira da Foz no arranque de festival internacional

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O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, surfou hoje na Figueira da Foz, no arranque do festival Gliding Barnacles, que decorre até domingo na Praia do Cabedelo, com mais de 250 participantes de 30 nacionalidades.

Praticante de surf, o governante acedeu ao convite da Associação +Surf, organizadora do evento, para experimentar, pela primeira vez, a onda do Cabedelo, antes de participar numa mesa-redonda para debater a importância dos eventos culturais na promoção do turismo.

“A cultura do surf em muitas partes do mundo é uma alavanca do desenvolvimento equilibrado de muitas comunidades. Aquilo que se tem passado aqui [na Praia do Cabedelo] é também exemplo disso mesmo”, disse aos jornalistas Adão e Silva.

O ministro salientou que o surf, “uma modalidade aparentemente desportiva, pode ter um papel concreto numa cidade, porque apresenta várias características que são importantes, desde logo a preocupação pela sustentabilidade”.

“Este movimento que organiza o [festival] Gliding Barnacles começou por ser um movimento cívico para defender uma onda e alargou o seu espetro de atuação e hoje é também um festival cultural”, sublinhou.

Segundo o ministro da Cultura, “as cidades que têm a sorte de ter uma onda de qualidade, podem ter no surf um fator de desenvolvimento equilibrado, que traz cultura e alarga o período em que as pessoas visitam as cidades”.

“Por definição, o surf é um desporto que se pratica nas margens, entre a terra e o mar, na rebentação, e quem faz surf tende a ser uma pessoa das fronteiras que tem tendência a ser particularmente criativa”, disse Adão Silva, considerando que o surf é cada vez mais “um ato cultural nas cidades contemporâneas”.

Ao longo dos últimos nove anos, o festival “transformou uma cidade costeira periférica no contexto do surf nacional num ponto central internacional da cultura de surf clássico”, frisou à agência Lusa o fundador Eurico Gonçalves, que preside à Associação +Surf.

Durante cinco dias, o surf não é encarado como um desporto, “mas sim como uma expressão criativa e artística”, em que a competição é substituída por “sessões de expressão” não competitivas, partilhando os dias com atividades musicais, artísticas e também gastronómicas.

“O nosso desejo de aproximar o mar à cidade conseguiu transformar a Figueira da Foz num espaço que une, anualmente, os quatro cantos do mundo através da cultura do oceano, da arte, da música e da gastronomia”, frisou Eurico Gonçalves.

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