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Ministro da Agricultura quer tornar concelhos afetados em “laboratório da reforma da floresta”!

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O ministro da Agricultura defendeu hoje, no parlamento, que os concelhos da região Centro afetados pelos incêndios sejam um “laboratório” da reforma da floresta para mostrar o resultado, a prazo, dos objetivos do Governo.

capoulas santos

Apesar de a propriedade dos concelhos ser privada, pelo que “qualquer intervenção deverá contar com os principais interessados”, o ministro Luís Capoulas Santos acredita que “esta tragédia deveria e poderia levar a iniciar a reforma da floresta precisamente naqueles municípios”.

“Não sendo a reforma [da floresta] visível de imediato à escala nacional, se concentramos todas estas medidas, de forma antecipada, naquele território e transformá-lo num laboratório daquilo que a prazo pode ser a floresta portuguesa bem gerida e bem ordenada”, afirmou aos deputados da Comissão da Agricultura e do Mar da Assembleia da República.

O ministro da Agricultura garantiu ainda que estão a ser dadas ajudas aos agricultores afetados pelos incêndios registados no Centro do país, pormenorizando os apoios dados na alimentação animal.

“É com muita satisfação que estamos a coordenar a logística da distribuição dos alimentos para os animais, que na sua maioria foram doados por organizações de agricultores, produtores de leite e 16 empresas agroalimentares, que ofereceram várias dezenas de toneladas de rações”, afirmou o governante na comissão parlamentar de Agricultura.

Capoulas Santos acrescentou que o seu ministério integrou a lista de doadores, através da Companhia das Lezírias, tendo disponibilizado até agora 90 toneladas de alimentos para “acudir aos primeiros dias”.

“Sei que o ministério da Administração Interna está também a preparar, a exemplo do que fizemos no ano passado, um conjunto de medidas para dar apoio financeiro para alimentação animal, porque desde esta data até que venham as primeiras chuvas não existirão pastagens no terreno”, explicou.

Aos deputados, Capoulas Santos referiu ainda que o apoio passará também pela recuperação do potencial produtivo, referindo a possibilidade de alocação a fundos perdidos para pagar entre 50% a 80% do valor dos bens e equipamentos perdidos.

Os incêndios que deflagraram na região Centro no dia 17, e que demoraram uma semana a serem extintos, provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios – iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leira, e em Góis, no distrito de Coimbra – corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

O incêndio de Góis atingiu ainda Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais.

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