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Moradores das Minas da Urgeiriça exigem descontaminação de habitações

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Os moradores da Urgeiriça, onde a Empresa Nacional de Urânio (ENU) teve a sua sede, estão a preparar para hoje uma vigília de protesto, reclamando a descontaminação de cerca de 40 habitações e a avaliação radiológica noutras 50.

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Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação dos ex-trabalhadores nas minas de urânio (ATMU), António Minhoto, explicou que já foram descontaminadas cerca de 40 casas, maioritariamente de antigos trabalhadores da ENU. No entanto, “ainda há outras tantas para descontaminar”.

“Falta ainda fazer a avaliação radiológica em cerca de 50 habitações, para ver se estão contaminadas ou não. Este é um processo que tem de terminar o mais rápido possível”, alertou.

Para as 20:30 está agendada uma vigília de protesto, que será antecedida de uma reunião onde será feito “um ponto de situação”, seguindo-se uma marcha até aos portões da antiga serração, onde terá lugar a vigília de protesto.

“O Estado não pode assobiar para o lado e estar a adiar um processo que já devia estar pronto há muito tempo. As obras de recuperação da zona industrial da Urgeiriça são importantes, assim como também defendemos a retirada do ‘stock’ de urânio das instalações, mas estas pessoas devem estar em primeiro”, sustentou.

De acordo com António Minhoto, se a intervenção nas casas do moradores da Urgeiriça não avançar rapidamente, serão tidas em conta outras formas de luta, “muito mais efetivas”, que poderão passar pela denúncia no Parlamento, onde os antigos mineiros chegaram a ser homenageados.

“Estou convencido de que o Parlamento tomará algumas medidas, mas também poderemos chamar a Comissão Europeia para intervir nesta matéria e até o Presidente da República. O Estado não pode continuar a deixar que as pessoas continuem a ter danos na sua saúde, vivendo em casas contaminadas”, destacou.

Há um mês, a Câmara de Nelas anunciou que as casas dos antigos trabalhadores das minas da Urgeiriça seriam reabilitadas com acompanhamento da Universidade de Coimbra, suportando a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) todos os custos.

Em comunicado, a autarquia explicou que esta garantia foi conseguida na sequência de contactos e negociações com a EDM – responsável pela recuperação do passivo ambiental das minas da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU) – que envolveram também a Junta de Freguesia de Canas de Senhorim.

No âmbito destas negociações, foi obtido “o compromisso de rápida intervenção nas moradias dos antigos trabalhadores da ENU”.

Ficou também assumido o compromisso de “acompanhamento antes e depois da intervenção da Universidade de Coimbra e a isenção dos moradores das habitações e seus proprietários do pagamento de qualquer custo, seja de projeto, seja de obra, seja de certificado e acompanhamento”.

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