Milhares de estudantes do ensino superior de todo o país são esperados hoje em Lisboa para participar numa manifestação nacional pela gratuitidade do ensino, mais alojamento e melhores condições para estudar.
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“Esperamos a presença de milhares de estudantes nas ruas de Lisboa, porque todas as associações e federações, à exceção da Federação Académica do Porto, se juntaram à iniciativa”, contou à Lusa David Talete, membro da direção da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (AEFLUL), uma das organizadoras da iniciativa.
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Mais de 40 estruturas do Movimento Associativo Estudantil (MAE), entre associações de estudantes, associações académicas, núcleos, grupos académicos, tunas e comissões de residentes associaram-se ao protesto, que começa depois do almoço na Praça do Rossio.
Hoje, Dia Nacional do Estudante, os alunos voltam assim a sair à rua para exigir a “gratuitidade do ensino superior, mais alojamento com o cumprimento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES)”, resumiu David Talete.
“Também vamos para a rua contestar o novo modelo de atribuição de bolsas”, acrescentou.
A nova proposta de reforma do Sistema de Ação Social apresentada no final do ano passado pelo ministro da Educação apresentou novas regras no acesso às residências estudantis e aos apoios dados aos estudantes alojados nessas residências.
A proposta da tutela baseou-se num estudo que mostrava que o atual sistema é “pouco progressivo e não cobre de forma adequada as despesas dos estudantes”: No passado ano letivo, foram atribuídas 84.215 bolsas de ação social, sendo que mais de 70% destes bolseiros receberam a bolsa mínima.
Os estudantes pedem um modelo que torne as bolsas acessíveis a mais pessoas e com valores que consigam “pagar os custos efetivos de estudar”, explicou David Talete.
A Manifestação Nacional de Estudantes do Ensino Superior está marcada para começar às 14:30 no Rossio em direção à Assembleia da República.
No entanto, os estudantes das faculdades sediadas na Cidade Universitária, em Lisboa, “vão sair todos juntos às 14:00”, acrescentou o aluno da FLUL.
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