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Miguel Ribeiro confiante na aprovação do plano de recuperação financeira para uma “Académica com futuro” (com vídeo)

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A Associação Académica de Coimbra/OAF organizou, esta tarde, 20 de janeiro, uma sessão de esclarecimento de dúvidas sobre o processo de insolvência e consequente recuperação.

Para combater a situação económica da SDUQ (Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas), a direção deu entrada com um pedido de insolvência e reestruturação no Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra, na secção de Montemor-o-Velho, no ano de 2022.

O plano envolve o método do pagamento, o prazo e as condições que tem para atingir o objetivo de estabilizar financeiramente o clube dos estudantes. Foram apresentadas as linhas mestras do plano que abrange os últimos 4 anos, desde 2019 até 2022.

O prazo de pagamento para todos os credores é de 150 meses. Porém, vai haver “uma pequena diferença por classe de credor, neste caso no que se refere aos credores privilegiados e trabalhadores” que é, segundo Miguel Ribeiro, presidente da direção da Académica de Coimbra, a principal fonte de preocupação para aquela estrutura.

No decorrer da conferência de imprensa de apresentação do plano de recuperação financeira, Miguel Ribeiro adiantou que “para o Estado e outras entidades públicas será feito o pagamento integral de capital e juros vencidos e vincendos”. Já os trabalhadores procederão ao “pagamento de capital, juros vencidos e com perdão de juros vincendos”, mencionou.

“Em ambos os casos, a primeira prestação vence após a data de homologação do plano, que se estima que ocorra em maio deste ano”, acrescentou o presidente da estrutura desportiva.

No que diz respeito aos credores comuns, como a banca, financiamentos e fornecedores particulares, estes terão um “perdão de 100% de juros vencidos e vincendos, com perdão de 80% do capital. Relativamente a estes credores existirá um período de carência de 12 meses, com reembolso em 138 prestações, por forma a atingir os 150 meses”, explicou o presidente do clube durante a sessão de esclarecimento.

Miguel Ribeiro explicou que existirá um “perdão de 100% dos juros vencidos para os sócios da Associação Académica de Coimbra/OAF, com conversão do crédito em prestações suplementares, que será um reforço direto ao capital social que são atualmente negativos, na data de homologação do plano.”

Quanto aos créditos subordinados, “o perdão é de 100% dos juros vencidos e vincendos e perdão de 95% do capital, com reembolso em 24 prestações mensais, vencendo-se a primeira prestação após a data de pagamento do último crédito deste plano, após os 150 meses”, referiu.

Miguel Ribeiro acrescenta ainda que “foi considerada uma cláusula salvo regresso de melhor fortuna, que permite à SDUQ antecipar o reembolso dos créditos, por exemplo uma subida de divisão e consequente aumento de receitas.”

“Não se trata de pagamento, mas sim do futuro da Académica. Após a aprovação do plano é que a Académica estará em condições para seguir a sua atividade”, sublinhou o dirigente.

“A situação da Académica entristece toda a gente. Sabíamos ao que vínhamos, sabíamos que a situação era dramática em termos financeiros, estava pela primeira vez na história no terceiro escalão nacional e não viemos para aqui com lamentações. Viemos com determinação para tentarmos dar a volta a situação”, frisou.

“O principal objetivo é arrumar a casa. Colocarmos a Académica em boas condições para quem nos suceda, se vier acontecer, encontre uma Académica diferente daquela que nós encontrámos”, referiu o dirigente.

Miguel Ribeiro está confiante de que o plano vai ser cumprido e que este é o caminho para salvar a “Briosa”. “Para concluir, sem plano de recuperação aprovado, a SDUQ não tem futuro. Com plano teremos seguramente uma Académica com futuro”, disse.

Veja o vídeo do NDC:

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