Coimbra

Metrobus já anda em Coimbra (ainda que a conta-gotas…). O caminho faz-se… devagarinho

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 26 minutos atrás em 29-08-2025

O Governo inaugurou esta sexta-feira, 29 de agosto, os primeiros 5 quilómetros do Metrobus, em Coimbra, depois de três décadas de espera e sucessivos adiamentos.

A cerimónia ficou marcada pelas críticas à abertura apenas de um troço, numa obra que já ultrapassou os 200 milhões de euros e cuja totalidade do percurso só deverá estar concluída no final do ano.

O ministro das Infraestruturas admitiu conhecer as críticas, mas defendeu a opção de avançar já: “Eu sei que ouvi críticas, porque é que estamos a inaugurar só este troço e não inauguramos todos. (…) Este está pronto, está certificado, está a andar, as populações vão usufruir dele já. O troço restante estará, nós acreditamos, até ao final do ano, em condições de estar devidamente certificado, em segurança, para operar.”

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A demora de mais de 30 anos foi também sublinhada pelo governante: “Três décadas depois, parece que é uma realidade este sistema de mobilidade aqui na cidade. É verdade, é uma eternidade, é a minha vida pública.”

Questionado sobre se a inauguração parcial poderia ter motivações eleitorais, o ministro rejeitou essa leitura. “A abertura destes 5 km não tem rigorosamente nada a ver com autárquicas. Eu tinha duas opções: não abrir nada ou, já que este troço urbano está concluído e certificado, abrir e deixar que as populações usufruam dele.”

As críticas apontaram ainda para o facto de, após três décadas de obras e de tantos milhões de euros investidos, apenas estar disponível um percurso de 15 minutos. O ministro respondeu garantindo que até ao final do ano o Metrobus terá “uma hora de trajeto” e insistiu: “Com este Governo não andamos a vender ilusões, andamos a vender concretizações.”

Sem entrar em acusações partidárias, o responsável político afirmou que não se revê nas divisões sobre responsabilidades passadas: “Portugal não precisa dessas divisões. Portugal precisa de linhas como esta a unir mais os portugueses.”

Apesar das críticas, o ministro classificou o momento como histórico para a cidade. “Hoje é um dia de festa. É o início de uma operação de um sistema de mobilidade moderno, século XXI, que Coimbra precisava.”

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