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Política

Metrobus “a passo de caracol” em 7 túneis do percurso Coimbra-Lousã

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A velocidade máxima a ser praticada nos sete túneis do sistema do Metro Mondego, mesmo com o sistema de guiamento automático, será de apenas 30 km/h, afiança a coligação Juntos Somos Coimbra em comunicado enviado a NDC.

A candidatura à Câmara Municipal de Coimbra liderada por José Manuel Silva apurou esta informação, ontem, na sequência de uma reunião com o presidente do Conselho de Administração da Metro-Mondego, S.A., João Marrana, e com o vogal do Conselho de Administração da Metro-Mondego, S.A., Eduardo Barata.

A este fator acresce ainda o facto de não se conhecer, até ao momento, qual a velocidade máxima a ser praticada nas várias pontes do sistema do Metro Mondego, uma vez que ainda estão a ser estudadas as várias opções, para proteção dos ventos laterais, frisa o concorrente à liderança da autarquia local.

Desta forma, a coligação Juntos Somos Coimbra entende que será muito difícil melhorar os tempos de viagem em relação aos praticados anteriormente pelo comboio tradicional, o que é uma perda irreparável para Coimbra e região, depois dos sucessivos e avultados investimentos feitos.

A entidade gestora do sistema, a forma de exploração, a complexidade do modelo de repartição de verbas do sistema ou a verba vinda do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes (PART) foram outros dos tópicos abordados na reunião, na sequência da garantia dada por João Marrana da criação de um “tarifário integrado”, em parceria com os SMTUC (CMC), com a CP e com a CIM.

José Manuel Silva alertou para a questão da desigualdade na atual distribuição das verbas do PART, que fomenta a bipolarização do país. Para o candidato da mega coligação, a Câmara Municipal tem de ser capaz de exercer “o seu peso político para exigir a equidade do apoio do Governo central na compensação do custo social dos transportes”. 

A coligação Juntos Somos Coimbra, pela voz de Ana Bastos, atual vereadora do Somos Coimbra e terceira candidata pela coligação ao Executivo, especialista em transportes e mobilidade, também tentou perceber se será possível manter os prazos de execução das obras até final de 2023 e, segundo a administração da Metro Mondego, algumas das obras decorrem com algum atraso, “mas nada preocupante”. 

As “obras na estação de Coimbra B e a sua incompatibilidade com a paragem da alta velocidade” foi outro dos tópicos abordados. A coligação Juntos Somos Coimbra entende que esta zona carece de mais ambição e mais investimento, respeitando os estudos e decisões políticas assumidas em 2010 e que previa a criação de uma “verdadeira estação intermodal capaz de acolher a alta velocidade”. A avançar a solução prevista, Coimbra será mais uma vez secundarizada em relação às áreas metropolitanas, definitiva e inaceitavelmente afastada da Alta Velocidade, com graves prejuízos para Coimbra e a região. 

A coligação Juntos Somos Coimbra entende que a CMC deveria promover o Plano de Urbanização da Entrada Poente e Nova Estação Central de Coimbra, desenvolvido pelo prestigiado arquiteto catalão Joan Busquets, o que permitiria interligar neste ponto focal todos os sistemas de transportes de Coimbra e da região e criar uma nova e moderna centralidade em Coimbra.

A vereadora Ana Bastos abordou ainda a possibilidade de o parque dos SMTUC ser integrado no Parque de Manutenção e Oficinas da Metro Mondego, em Sobral de Ceira. Proposta que, segundo a administração da Metro Mondego, nunca foi analisada nem sugerida pela CMC. A coligação Juntos Somos Coimbra entende que esta proposta permitiria libertar uma das zonas nobres da cidade e potenciar ainda mais a ligação da cidade com o rio.

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