O sistema de ‘metrobus’ (autocarros em via dedicada) entre Coimbra e Lousã superou os 11.500 passageiros diários no início de março, afirmou hoje administrador da Metro Mondego, entidade que gere a operação.
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“A 03 e 04 de março, superámos os 11.500 passageiros [diários]”, quando os estudos de procura apontavam para 7.900 utilizadores por dia entre Serpins e Portagem, afirmou o administrador da Metro Mondego, Ricardo Cândido.
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O responsável da empresa que gere a operação do ‘metrobus’ falava numa sessão de esclarecimento em Serpins, no concelho da Lousã, onde o serviço está interrompido após o deslizamento de um talude em janeiro.
O sistema, que ainda não está a funcionar na sua plenitude (falta a ligação a Coimbra-B e a linha do hospital), registou em janeiro várias validações diárias superiores “aos 8.000 passageiros por dia”, registando depois uma quebra face ao mau tempo, que levou a várias interrupções do serviço.
A partir de 23 de fevereiro, o serviço, mesmo sem a ligação a Serpins, tem registado “mais de dez mil passageiros” diários, mostrando que “as pessoas estão a procurar o sistema acima do previsto e estimado”, disse.
Aos jornalistas, Ricardo Cândido salientou que a Metro Mondego tem registado uma “procura muito significativa” e até “acima dos estudos de procura”.
“É um sinal positivo e um sinal de que o sistema está a funcionar e que as pessoas estão a aderir”, sublinhou.
O SMM serve Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, com autocarros elétricos (‘metrobus’) em via dedicada, dispondo de uma operação suburbana (entre os três concelhos) e uma operação urbana na cidade de Coimbra.
O sistema arrancou, numa primeira fase, num pequeno troço citadino entre Vale das Flores e Portagem e, em dezembro de 2025, passou também a servir Lousã e Miranda do Corvo.
A ligação a Coimbra-B deve abrir em agosto e a linha do hospital deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2027.
O Ministério das Infraestruturas e Habitação, gestora do projeto, estima que o SMM seja utilizado por 13 milhões de pessoas por ano, depois de um investimento de 220 milhões de euros, suportado pelo Orçamento do Estado e fundos comunitários.
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