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Mestre da encadernação: Carlos transforma livros em tesouros mundiais
Imagem: Lojas com história
Carlos Guerreiro é um mestre da encadernação e restauração de livros, com uma pequena oficina na Rua de São Boaventura, em Lisboa, onde passa os dias a encadernar, dourar e restaurar obras antigas e raras. Mas a sua paixão pelo ofício começou muito antes.
Aos 13 anos, decidiu aprender o ofício com o mestre Diogo Noronha e, mais tarde, integrou a sua oficina. Com 18 anos, começou a trabalhar nos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, onde permaneceu durante duas décadas a restaurar e encadernar livros históricos. Paralelamente, colaborou na “Oficina Jesus e Costa”, onde também dava formação.
Em 1981, Carlos adquiriu a oficina que ocupa até hoje, fundada 40 anos antes por Celestino Matias, de quem herdou máquinas, ferramentas e conhecimentos. No seu espaço, realiza encadernações simples e de luxo, douração a ouro fino, película e restauro de livros antigos ou raros. Este mês, o artesão planeia mudar a oficina para o número 146 da Rua Filipe da Mata, exolica o site Versa.
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O trabalho de Carlos já ultrapassou fronteiras. A influencer Panni Anikó Cser visitou a oficina e publicou um vídeo onde mostra o artesão em ação. Carlos mostrou o primeiro livro que encadernou, exemplares com detalhes em ouro de 24 quilates na lombada e livros cujas folhas são feitas de algas.
O artesão explicou que atualmente a maior parte do trabalho de encadernação é encomendada por instituições e restaurantes. Entre os seus clientes está o chef José Avillez, para quem criou menus encadernados. Mas o seu trabalho ultrapassou mesmo fronteiras: Carlos realizou um projeto “notável” para o Palácio de Buckingham, em Londres, criando pastas em pele chagrin para a residência real.
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