Política

Mesquita Nunes avisa em Coimbra que se AD não ganhar haverá 4 anos de socialismo mais vincado

Notícias de Coimbra | 1 mês atrás em 03-03-2024

O antigo vice-presidente do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes dramatizou hoje a importância de a AD ficar em primeiro lugar nas eleições e avisou que, se perder, “haverá mais quatro anos de socialismo mais vincado”.

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“Se a AD não ganhar, se a AD não ficar em primeiro lugar, o que nos espera são mais quatro anos de socialismo e de socialismo mais vincado apoiado em partidos com modelos económicos que sempre que foram testados acabaram em fome, miséria e ditadura”, acusou, numa referência implícita a uma eventual aliança do PS com o BE e o PCP.

Adolfo Mesquita Nunes, que se desfiliou do CDS-PP no final de 2021 durante a liderança de Francisco Rodrigues dos Santos após 25 anos de militância, fez um apelo ao voto útil na AD, quer de liberais, quer dos eleitores que querem protestar, numa alusão ao Chega.

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“Que mais liberdade, que menos impostos teremos se a AD ficar em segundo lugar e o PS voltar a ganhar?”, questionou, refutando a ideia de que a AD “pode ficar em segundo lugar e depois logo se vê”, após dia 10.

E aos que acham que “é preciso um voto de protesto para abanar o regime”, Mesquita Nunes disse que o PS “é que é o partido do costume, do regime”, que governou mais de 20 dos últimos 30 anos.

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“Para tirarmos de lá os do costume, a AD tem mesmo de ganhar, a AD tem mesmo de ficar em primeiro lugar”, reiterou.

O antigo secretário de Estado do Turismo entre 2013 e 2015 fez uma avaliação muito crítica dos oito anos de governação do PS, em particular nas áreas sociais.

“Um país só está melhor quando está melhor para todos, quando as oportunidades são para todos, seja qual for o seu cartão de filiação ou condição de nascimento, é esta a razão de ser da AD”, defendeu.

Para Mesquita Nunes, o PS até “pode ser ótimo a falar do Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, mas não é bom a resolver estes problemas”, porque “resiste à mudança e deixa andar na esperança de que os problemas se resolvam”.

“Podem dizer o que quiserem com a voz embargada, mas o Estado social está hoje muito pior do que estava quando o deixámos”, defendeu.

O antigo deputado defendeu que a AD é “a casa do eleitorado moderado, sensato e reformista, que teme experimentalismos” e que

“quer ir mais depressa, mas sem deixar ninguém para trás”.

“Os nossos adversários andam há semanas a ler as nossas propostas para encontrar uma só que alimente o papão que a AD não tem sensibilidade social”, criticou.

Mesquita Nunes deixou elogios a Nuno Melo e disse que “o CDS-PP está de volta e faz falta”, e a Luís Montenegro, considerando que será capaz de gerar consensos e de garantir a estabilidade governativa.

Antes, a cabeça de lista por Coimbra, a advogada Rita Júdice, assumiu-se como “independente, mas não indiferente”, e disse ter aceitado este convite por estar cansada de um Governo “que não soube estar à altura”.

“E não foi por falta de tempo, e não foi certamente por falta de meios, foi por falta de estratégia e de um projeto sério ao serviço das pessoas”, afirmou.

A candidata criticou os cartazes do PS que prometem mais ação depois de oito anos no Governo e outros que falam num “Portugal inteiro”.

“Temos saúde pela metade, educação pela metade, justiça pela metade, habitação por bem menos de metade”, criticou.

No almoço-comício em Coimbra para cerca de 1.500 pessoas, segundo a organização, marcaram presença a antiga líder do CDS-PP, Assunção Cristas, e o líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, entre vários dirigentes dos dois partidos, além do presidente da Câmara Municipal, José Manuel Silva, antigo bastonário da Ordem dos Médicos, eleito em 2021 pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/NC/PPM/A/RIR/V).

Em 2022, o PSD elegeu três dos nove deputados por Coimbra, tal como em 2019, e o PS os restantes seis deputados. Em 2015, a coligação PSD/CDS-PP conseguiu a vitória no distrito e quatro deputados.

Veja os vídeos dos diretos NDC:

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