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MENOR REVELA QUE SOFREU ABUSOS DE ANTÓNIO CAPELO: “SENTIA-ME COMPLETAMENTE NOJENTA”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 6 meses atrás em 25-09-2025

Imagem: Facebook

O ator e diretor artístico António Capelo está a ser alvo de graves acusações de assédio sexual e moral, feitas por ex-alunos.

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Uma das alegadas vítimas, Mia Filipa, de 43 anos, deu o seu testemunho à SIC, revelando detalhes de uma relação de abuso que terá acontecido quando ela tinha apenas 16 anos e era estudante na Academia Contemporânea do Espetáculo (ACE), no Porto.

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Mia Filipa, que na altura se identificava como rapaz, descreve como Capelo se terá aproveitado da sua fragilidade e do seu passado sofrido para a manipular. Ela relata que o assédio começou com toques inapropriados — como apalpar-lhe o rabo e fazer massagens —, presentes e “mensagens carinhosas”. O ator terá usado a sua posição e a promessa de um futuro na representação para ganhar a confiança da jovem, pode ler-se no Expresso.

O cenário de intimidade, segundo Mia Filipa, foi criado na casa de António Capelo. A ex-aluna descreve episódios de cariz sexual, onde a insistência do ator era constante, mesmo após a sua recusa inicial. Ela conta que Capelo a obrigou a ter relações sexuais, incluindo sexo oral e penetração.

“Lembro-me de ir para casa e de me sentir completamente nojenta”, desabafa Mia Filipa, que ainda hoje, anos depois, é atormentada pelo que aconteceu. A alegada vítima explica que só na terapia, aos 39 anos, percebeu que tinha sido vítima de abuso e assédio. A vergonha e a culpa levaram-na a manter o silêncio por anos.

Após o alegado abuso, a relação entre os dois mudou drasticamente. De um suposto protegido, Mia Filipa tornou-se “transparente”, e as “humilhações” começaram. Capelo, segundo a ex-aluna, chegou a dizer-lhe que nunca seria um ator por não ter um “corpo de homem”.

As denúncias online na página “Não tenhas medo”, feitas por outros ex-alunos da ACE, foram um espelho para Mia Filipa, que encontrou força para partilhar a sua história. O caso gerou manifestações no Porto, com alegadas vítimas a exigirem que os abusos não sejam esquecidos.

António Capelo, que tinha 42 anos na época dos factos, nega todas as acusações. O caso está sob investigação.

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