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Meia-Noite na inaguração vespertina da Bienal Anozero em Coimbra

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A 4ª edição da Bienal Anozero, intitulada Meia-Noite, foi inaugurada hoje, 27 de novembro, na Sala da Cidade, em Coimbra, pelo presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, pelo vice-reitor da Universidade de Coimbra, Delfim Leão, pelo diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Carlos Antunes e pelas curadoras da exposição, Elfi Turpin e Filipa Oliveira.

Para simular que às 3 da tarde era meia-noite, a organização decidiu que os discursos iriam ser feitos às escuras, facto que surpreendeu José Manuel Silva, que, ao ficar sem iluminação, decidiu fazer tábua rasa do que ditava o protocolo, que depois seria quebrado por Carlos Antunes, uma vez que ia prevenido com uma luz artificial que permitiu a leitura do que trazia escrito (veja o vídeo).

Na Sala da Cidade, podemos ver uma instalação de Carlos Bunga, espaço onde também  projetados quatro filmes de Beatriz Santiago Muñoz, Marguerite Duras, Sarah Maldoror e Elise Florenty & Marcel Türkowsky.

Nesta primeira parte da bienal, que é coorganizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Universidade de Coimbra e Câmara Municipal, pensa-se a “arte como um lugar inclusivo, um bem comum”.

Veja os vídeos dos diretos NDC:

Meia-Noite. Parte 1 começou hoje, 27 de novembro com uma exposição-conversa que estará patente até 15 de janeiro de 2022 na Sala da Cidade. A exposição apresenta uma instalação do artista Carlos Bunga (Portugal, 1976) e um programa de filmes que ambiciona explorar com a participação do público as zonas de investigação propostas: La cabeza mató a todos, de Beatriz Santiago Muñoz (Porto Rico, 1972), Les mains negatives, de Marguerite Duras (Vietname, 1914), À Bissau, le Carnaval, de Sarah Maldoror (França, 1929) e Shadow-Machine, de Elise Florenty (França, 1978) & Marcel Türkowsky (Alemanha, 1978).

Meia-Noite. Parte 1 lança assim, para a cidade de Coimbra e para o País, um desafio à participação e discussão no âmbito da quarta edição do Anozero. Todos os dias, diferentes grupos da cidade, e de fora desta, serão convidados pelas curadoras e pelo Serviço Educativo do CAPC a visionar os filmes e a iniciar conversas sobre diversidade, igualdade, justiça social, produção de conhecimento, relações poéticas entre espécies e a noite como espaço de resistência. Às quintas-feiras, entre 2 de dezembro e 13 de janeiro, às 18 h, estarão sempre presentes convidados para discutir com o público o filme do dia.

O segundo momento do Anozero’21–22 — Meia-Noite. Parte 2 — tem lugar entre 9 de abril e 26 de junho, com o habitual circuito expositivo por espaços emblemáticos de Coimbra. É da própria cidade que emergem os propósitos da proposta curatorial de Elfi Turpin e Filipa Oliveira. Veja-se o caso concreto da Biblioteca Joanina, do século XVIII: nesta fortaleza do conhecimento, reside uma colónia de morcegos, animais notívagos que encontram o seu alimento nos insetos e lagartas presentes nos 55 mil livros da biblioteca barroca. De relações poéticas como estas, emergirão os paralelismos necessários para pensar na noite como criadora de conhecimento que dilui as margens e convida a outras leituras do mundo.

Anozero’21–22 Meia–Noite integra a Temporada Cruzada Portugal-França, uma iniciativa do Institut Français, avançada em julho de 2018 pelo Presidente Emmanuel Macron e o Primeiro-ministro António Costa. A temporada decorrerá entre fevereiro e outubro de 2022 e visa mostrar a excelência de artistas, pensadores, cientistas e empresários, com vista a fortalecer, ou até mesmo renovar, os alicerces da cooperação entre os dois países. A Bienal é um dos momentos altos da temporada em Portugal e promove múltiplos cruzamentos artísticos entre os dois países, como o são a curadoria a cargo da dupla luso-francesa, a criação da identidade pelo ateliê de design Charles Mazé & Coline Sunier, a parceria com o Centre Régional d’Art Contemporain Occitanie/Pyrénées Méditerranée e a participação de vários artistas franceses no programa.

 

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