Médicos

Médicos têm de seguir as grávidas nos cuidados de saúde primários

António Alves | 49 minutos atrás em 29-11-2025

Bastonário Carlos Cortes disse que irá contestar junto do Governo a aprovação de uma medida oposta.

A cidade de Coimbra recebeu na sexta-feira e sábado, 28 e 29 de novembro, a 28.ª edição do Congresso Nacional da Ordem dos Médicos. Ao longo de dois dias de trabalho, foi efetuada uma radiografia do setor e possíveis formas de resolver o problema que se vive atualmente no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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Em jeito de balanço ao Notícias de Coimbra, o bastonário Carlos Cortes reconheceu que esta reunião serviu para frisar o facto de que é “preciso fazer muito mais daquilo que tem sido feito na saúde no país, saiu aqui a ideia que as opções que têm sido tomadas nos últimos anos não correspondem, não respondem àquelas que são as necessidades das pessoas e saiu aqui também um grande sentimento de responsabilidade”.

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Clique nas imagens com alguns dos convidados do último dia de trabalhos

O médico entende que a classe médica saiu mais convencida desta reunião para “o sentimento de uma responsabilidade cívica, a necessidade de ajudar o país, a necessidade de ajudar o Serviço Nacional de Saúde, de ajudar os cuidados de saúde da sua globalidade a melhorarem, a conseguirem dar mais acesso aos portugueses, uma melhor resposta, uma resposta de qualidade, uma resposta também mais humana”.

“Os médicos hoje estão conscientes dessa responsabilidade e estão conscientes que têm que arregaçar ainda mais as mangas para este enorme desafio que é a saúde do nosso país”, frisou.

Na entrevista, o bastonário lamentou o facto de, nos últimos tempos, estarem a ser tomadas decisões que podem colocar em causa esta vontade de ajudar por parte dos médicos. Carlos Cortes deu como exemplo o facto de se “querer tratar determinada população só com alguns profissionais e não neste espírito de equipa, e eu vou concretizar, que é o seguimento das grávidas nos cuidados de saúde primários, feito sem a presença de médicos de família, é profundamente errado”.

“Obviamente que os enfermeiros têm suas competências, têm o seu nível de conhecimento, os auxiliares, os assistentes, os secretários clínicos, todos são importantes, os médicos também obviamente são importantes, e não passa pela cabeça de ninguém com o mínimo de sensatez querer retirar alguns destas categorias profissionais no seguimento das grávidas”, explicou.

Veja o Direto NDC com Carlos Cortes

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