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Coimbra

Médicos de Coimbra recebem medalhas da Ordem por 25 e 50 anos de inscrição (com videos e fotos)

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 Os médicos com 25 e 50 anos de exercício da profissão na sub-região de Coimbra foram ontem, Dia Internacional do Médico, galardoados com as medalhas da Ordem, numa sessão solene na antiga igreja do Convento São Francisco, marcada pelo cumprimento do distanciamento físico e que terminou num audível éfe-érre-á.

Depois da oração de sapiência pelo professor e psiquiatra, Carlos Mota Cardoso, onde, entre outros,  o tema da morte foi abordado numa perspetiva analítica, os médicos ouviram também as motivações de uma estudante do terceiro ano de medicina.

Maria Loio destacou o “deslumbramento” pela profissão que sente no contacto com os profissionais mais velhos que são a “inspiração” dos estudantes de Medicina.

O presidente da secção regional do Centro da Ordem dos Médicos recordou também os tempos em que foi estudante de Medicina em Coimbra e sublinhou que “este é um tempo de enormes desafios para a classe médica e, em particular, para o Serviço Nacional de Saúde.

 

Carlos Cortes destacou o trabalho dos médicos no tempo de pandemia para manter o Serviço Nacional de Saúde e realçou os “momentos de incerteza e medo do inicio da pandemia” numa mudança de paradigma na medicina que a covid-19 trouxe à profissão. Todos os médicos – realçou – tiveram de unir esforços no combate à doença, independentemente das suas especialidades.

“Passámos tempos muito difíceis” disse o médico, que revelou que os médicos não param a sua “missão humanista” apesar de verem “pessoas a morrer, colegas a morrer. Viveram o medo de levar o vírus para casa, mas não baixaram os braços” e muitos ficaram a dormir em enfermarias e em locais de alojamento, para não infetarem outras pessoas, deixando as suas famílias.

Garantir a “igualdade de acesso e a equidade dos cuidados de saúde aos utentes, independentemente da respetiva situação económica, social, e da região onde vivem” foi também um dos focos do discurso de Carlos Cortes, que destacou o trabalho dos “médicos de província” onde nem sempre as condições técnicas são as mais indicadas.

Catarina Matias, médica de saúde familiar que fez apresentação da cerimónia, destacou que o humanismo tem a sua expressão máxima na medicina e que para além da razão, da técnica e da ciência, é indispensável o envolvimento emocional em cada ato médico.

A atuação do Fado ao Centro, que interpretou temas do fado de Coimbra compostos por antigos estudantes de Medicina na Universidade de Coimbra, encerrou a sessão solene.

 

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