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Coimbra

Médicos criticam mercantilização da Saúde

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Esta quinta-feira é assinalado o Dia do Médico, com uma homenagem aos médicos com 50 e 25 anos de inscrição na Ordem dos Médicos.  Segundo o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, “este é um tempo de enormes desafios para a classe médica e, em particular, para o Serviço Nacional de Saúde”.

Para Carlos Cortes, “o fator humano tem sido esmagado pelo fator puramente economicista posto em prática por esta equipa do Ministério da Saúde. Os ganhos em saúde e o investimento na pessoa passaram a valer muito pouco face aos milhões de euros de cortes levados a cabo de forma irresponsável. O empenho e o sacrifício dos profissionais têm sido desvalorizados como não aconteceu em nenhum outro Ministério da Saúde”.

Em cinco anos, a emigração médica agravou-se e o fenómeno está longe de estancar. A desmotivação por falta de condições dos cuidados de Saúde tem sido apontado com o principal motivo. De acordo com dados recolhidos pela Ordem dos Médicos do Centro, desde janeiro até maio deste ano, emigraram mais 11 médicos da região centro, para países tão díspares como Arábia Saudita, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Espanha, França, Nigéria, Reino Unido, Bélgica.

“Ao valor do indivíduo e do seu bem-estar tem sido sobreposto o peso dos números descontextualizados, dos gráficos convenientes e dos clichés sobre a insustentabilidade económica do sistema de Saúde, em particular do Serviço Nacional de Saúde”, critica Carlos Cortes.

Na cerimónia, que decorre esta quinta-feira, dia 18, às 21h00, na Sala Miguel Torga (Coimbra), serão oradores: o cirurgião  João Patrício, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, e o presidente do Núcleo de Estudantes de Medicina da Associação Académica de Coimbra, João Cardoso. Após a entrega das medalhas evocativas dos 50 e 25 anos, a cerimónia culminará com a atuação do Coro da Ordem dos Médicos e do grupo Quatro e Meia.

“Esta homenagem ocorre num momento crucial para o Serviço Nacional de Saúde, num tempo em que a humanização é preterida em favor de valores economicistas. Urge dignificar os valores inerentes à Medicina, valores que, sublinho, o Ministério da Saúde se tem empenhado em destruir”, conclui Carlos Cortes.

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