A Câmara de Pampilhosa da Serra informou hoje que decidiu encerrar as duas escolas na sexta-feira devido à instabilidade energética no concelho que está a ser servido por geradores.
“O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil mantém-se ativo e, atendendo à instabilidade no fornecimento de energia elétrica, foi determinado que as duas escolas do concelho permanecerão encerradas no dia 30 de janeiro (sexta-feira)”.
O município indicou que, “na sequência de forte insistência da Câmara, a E-Redes disponibilizou geradores para assegurar o fornecimento de eletricidade na vila de Pampilhosa da Serra, sendo que a cobertura continua a ser insuficiente para abranger a totalidade da vila”.
“Atendendo aos constrangimentos existentes em toda a região, não existe ainda previsão para o restabelecimento da rede elétrica permanente”, informou essa autarquia do distrito de Coimbra presidida por Jorge Alves Custódio.
A decisão saiu de uma reunião do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), que voltou a juntar-se hoje, pelas 16:00, para novo ponto de situação relativamente aos efeitos da passagem da depressão Kristin no concelho.
Deste encontro, saiu ainda o alerta para as zonas ribeirinhas, uma vez que “as localidades e edifícios localizados junto a linhas de água continuam a ser acompanhados com especial atenção, face à subida dos caudais e à instabilidade meteorológica”.
O Município de Pampilhosa da Serra informou ainda que a “rede regular de transportes mantém-se a funcionar dentro da normalidade” e que os “acessos a todas as aldeias do concelho continuam transitáveis”.
“Contudo, persistem várias vias parcialmente obstruídas, apresentando riscos acrescidos à circulação. Os trabalhos de limpeza e desobstrução prosseguem de forma intensa, reiterando-se o apelo à adoção de uma condução prudente e defensiva.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.