A maioria das barras de Portugal continental estão hoje fechadas à navegação ou condicionadas devido à agitação marítima, de acordo com informação da Autoridade Marítima Nacional (AMN).
No site oficial da AMN, o estado das barras marítimas atualizado às 14:20 de hoje, dá conta que as barras da zona norte, nomeadamente Aveiro, Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Ancora, Póvoa do Varzim e Vila do Conde, estão fechadas à navegação.
Também as barras do Portinho da Ericeira, Peniche e São Martinho do Porto, na zona centro, estão fechadas, a par com Quarteira, Alvor, Vila Real de Santo António, Tavira e Vilamoura, no sul.
Já condicionadas, encontram-se as barras de Viana do Castelo – fechada a embarcações de comprimento inferior a 30 metros -, de Lisboa, encerrada a navios com calado superior a 6,5 metros, Albufeira, Faro, Olhão e Portimão condicionadas a toda a navegação inferior a 15 metros.
No arquipélago dos Açores encontram-se fechadas à navegação três barras: Santa Cruz da Graciosa, Madalena do Pico e Rabo de Peixe.
Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, após outras duas tempestades nos últimos dias – Ingrid e Joseph –, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o IPMA, durante o dia de hoje haverá uma acalmia, mas o estado do tempo vai agravar-se a partir das 00:00 de quarta-feira.
Para o distrito de Lisboa, o IPMA emitiu vários avisos entre hoje e sexta-feira, nomeadamente aviso vermelho (o mais grave de uma escala de três) por agitação marítima, aviso laranja (o segundo mais grave) por vento e aviso amarelo (o menos grave) por precipitação.
A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face a nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada.
O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como “ciclogénese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.