Leiria, Marinha Grande e Pombal concentram cerca de um terço dos prejuízos globais com as tempestades que afetaram o país, afirmou hoje o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro do País.
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“Estes três concelhos, estes três territórios, estas três cidades estão sempre na primeira linha e depois aparece logo muito próximo ao Ourém. São, de facto, os concelhos que aparecem sempre, seja na questão das casas, seja na questão das empresas”, disse Paulo Fernandes, que falava aos jornalistas no final da conferência “Eventos Climáticos Extremos”, realizada na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
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Segundo o responsável, esses três concelhos do distrito de Leiria em “quase todos os indicadores” aparecem sempre a representar 30% a 40% dos prejuízos registados.
Apesar de vincar que não se deve desvalorizar o impacto sentido noutros concelhos, “é preciso ser-se justo e equitativo”, acrescentou.
Por isso mesmo, o Governo está a fechar os critérios para “haver alguma antecipação de verbas” aos municípios, para garantir que, na vertente pública, se “possa agilizar aquilo que é esse stress de tesouraria”, aclarou.
Sobre as empresas afetadas, Paulo Fernandes salientou que tem havido pouca procura da medida do lay-off, com pedidos conjuntos que “podem chegar a pouco mais de cinco mil pessoas” e um impacto económico de pouco mais de um milhão de euros, demonstrando que o setor económico tem uma vontade de manter a sua atividade.
“As medidas que estão a ter mais força são as medidas de permanência dos postos de trabalho, que é o apoio do IEFP [Instituto do Emprego e Formação Profissional], em que já estarão cerca de 12 a 13 mil pessoas associadas, em que as empresas pedem um apoio extraordinário para três meses – até dois salários mínimos – para apoiar a manutenção de postos de trabalho”, notou.
Para Paulo Fernandes, a procura desse apoio específico mostra que o grande objetivo das empresas afetadas no território “é permanecerem a produzir, é encontrarem às vezes formas colaborativas – uns com os outros – e irem à procura de medidas que os ponham rapidamente em produção”.
Durante a conferência, o coordenador da Estrutura de Missão realçou o Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), lançado recentemente pelo Governo, que permite apoios a fundo perdido “que podem ir até 60%”, num mecanismo que não se limita a recuperar aquilo que já existia, mas a desafiar as empresas a propor fazer uma melhoria.
“Este programa apoia diretamente a recuperação, mas não é só repor os painéis que estavam ou a máquina que existia […], mas que torna as empresas não só mais resilientes mas mais competitivas”, disse, aos jornalistas, esperando que a dotação do programa, com 150 milhões de euros iniciais, possa crescer
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