Os hospitais das regiões afetadas pela tempestade Kristin estão com a sua capacidade de resposta aos utentes “plenamente salvaguardada” e 39 unidades de saúde já recuperaram as comunicações, anunciou hoje o Governo.
Num comunicado divulgado uma semana após a depressão ter atingido Portugal continental, o Ministério da Saúde adiantou que mais de 2.500 profissionais das Unidades Locais de Saúde (ULS) estiveram mobilizados para garantir a continuidade dos cuidados prestados às populações afetadas, assegurando o “funcionamento regular dos serviços”.
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Segundo o ministério de Ana Paula Martins, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) reabilitou infraestruturas da ULS de Leiria, abrangendo os hospitais de Leiria, de Alcobaça e de Pombal e o Centro de Diagnóstico Pneumológico, tendo sido reparadas coberturas, desobstruídos espaços exteriores e interiores, substituídos caixilharias e vidros, assim como reparados outros equipamentos da atividade assistencial.
“Todo este apoio está a ser prestado sem qualquer prejuízo da capacidade de resposta hospitalar, a qual se encontra plenamente salvaguardada”, adiantou o comunicado.
Relativamente às comunicações, o ministério referiu que os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), em articulação com o operador da rede informática da Saúde, asseguraram a “monitorização contínua e o acompanhamento dos trabalhos de reposição”, tendo sido restabelecidas, em 29 de janeiro, as comunicações do Hospital de Leiria, dos hospitais de Pombal e de Alcobaça e da Unidade de Internamento de Doentes de Evolução Prolongada de Psiquiatria.
Até hoje, estavam recuperadas as comunicações de 39 unidades de saúde nas regiões afetadas, encontrando-se a decorrer ainda os trabalhos de recuperação das restantes, adiantou o Ministério da Saúde.
Referiu ainda que o INEM reforçou a Sala de Situação Nacional, com a integração de mais três elementos, que passou a funcionar como estrutura de coordenação das ocorrências, em contacto com os quatro Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o Comando Sub-Regional de Leiria, a Direção Executiva do SNS e os restantes agentes de proteção civil.
O INEM enviou também dois oficiais de ligação para o Comando Sub-Regional de Leiria, garantindo a capacidade de ativação de ambulâncias em zonas sem telecomunicações, e foi disponibilizado apoio aos Bombeiros de Pedrógão Grande, com o fornecimento de tendas, geradores, balneários e comunicações por satélite, substituindo as estruturas do quartel afetadas pela tempestade, adiantou o ministério.
De acordo com o comunicado, a Direção-Geral da Saúde (DGS) manteve-se em coordenação com o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) e tem estado a emitir mensagens de literacia e comunicação relevante em saúde às populações.
A Direção Executiva do SNS (DE-SNS) esteve, de acordo com o comunicado, “articulada, de forma permanente”, com as ULS afetadas, assegurando a ligação operacional ao exterior face às limitações nas comunicações, a reposição de consumíveis essenciais e a prevenção de eventuais ruturas de stocks.
Nesse sentido, foram ativados os planos de emergência, assegurado o fornecimento de energia elétrica através de geradores, bem como o seu reabastecimento, garantida a preservação das cadeias de frio e dos abastecimentos críticos.
Foi também realizado o reencaminhamento de doentes, quando isso foi necessário, avançou o ministério, adiantando que todos os serviços de urgência se mantiveram sempre a funcionar e que foram transferidas vacinas de algumas unidades de saúde para outras, para acautelar a cadeia de frio.
Quanto aos utentes com tratamentos respiratórios domiciliários, o Ministério da Saúde assegurou que foram identificados e contactados, com o apoio das unidades de cuidados de saúde primários e da Proteção Civil, e encaminhados para locais onde puderam carregar os equipamentos de oxigénio.