Coimbra

Mau tempo: Ex-comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra integra Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 31-03-2026

O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes, designou hoje quatro elementos para integrarem este organismo criado em fevereiro pelo Governo, na sequência do mau tempo.

PUBLICIDADE

De acordo com o despacho publicado hoje em Diário da República (DR), exercem funções na Estrutura de Missão Ricardo Filipe Marques Gonçalves, Ana Isabel Aranda e Cunha, Nélson José Pires Antunes e Sandra Manuela Felizarda Salvado.

PUBLICIDADE

“Os membros ora designados exercem funções em regime de comissão de serviço, ficando equiparados, para efeitos remuneratórios, a adjuntos dos gabinetes dos membros do Governo”, indica a publicação.

Ricardo Filipe Marques Gonçalves é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, pós-graduado em Ordenamento, Urbanismo e Ambiente e em Gestão Pública na Administração Local, e detentor de MBA.

Desempenhou funções no gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Energia, no âmbito do XXV Governo Constitucional; e exerceu funções como jurista na administração da Universidade de Coimbra e no Município de Leiria, tendo posteriormente desempenhado funções de chefe de gabinete e de chefe de divisão nas áreas da inovação, investimento e planeamento no Município do Fundão.

Ana Isabel Aranda e Cunha é licenciada em Arquitetura, MBA, pós-graduada em Gestão Pública na Administração Local e doutoranda em Arquitetura.

Exerceu funções de direção na área do ordenamento e planeamento territorial na administração local, com experiência na coordenação de processos de reabilitação urbana, planeamento urbano e execução de programas públicos de habitação financiados por instrumentos nacionais e europeus, assegurando articulação institucional com entidades da administração central.

Nelson José Pires Antunes é mestre em Dinâmicas Sociais, Riscos Naturais e Tecnológicos pela Universidade de Coimbra, licenciado em Proteção Civil pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco e membro da Ordem dos Engenheiros Técnicos, Técnico Europeu de Segurança Contra Incêndios em Edifícios e projetista na mesma área.

Exerce funções na Escola Nacional de Bombeiros e foi coordenador municipal de Proteção Civil de Coimbra, comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra e técnico no Instituto Nacional de Emergência Médica.

Sandra Manuela Felizarda Salvado é licenciada em Ciências da Comunicação, com especialização em Jornalismo, e possui 27 anos de experiência profissional na RTP – Rádio e Televisão de Portugal.

Exerceu igualmente funções de coordenação de comunicação institucional e assessoria de imprensa em contexto público, nas áreas da comunicação estratégica, desenvolvimento local, investimento, cultura e coesão social, sendo também formadora certificada.

A Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País tem como missão “coordenar e monitorizar as ações de recuperação, reconstrução e revitalização das áreas atingidas pela tempestade Kristin, assegurando a articulação entre os diversos serviços e entidades da Administração Pública central e local e demais entidades envolvidas”.

No despacho da sua criação, publicado a 03 de fevereiro, é estabelecido que “o mandato da Reconstrução da região Centro do País tem duração até 31 de dezembro de 2027”.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE