Coimbra

Mau tempo. Ele é avisos, ela é alertas! É seguro sair casa?

Notícias de Coimbra | 9 meses atrás em 15-09-2023

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) avisou hoje a população para adotar medidas preventivas face ao esperado agravamento do estado do tempo, com chuva, vento forte e agitação marítima previstos para os próximos dias.

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A Proteção Civil alerta, em comunicado, que podem ocorrer inundações em zonas urbanas, cheias devido ao transbordo de rios e ribeiras, deslizamentos de terras, contaminação de fontes de água potável ou arrastamento de objetos soltos e estruturas móveis para as estradas, aumentando dessa forma os riscos de acidentes de viação e recomenda que sejam desobstruídos os sistemas de escoamento e fixadas corretamente estruturas soltas ou suspensas.

As recomendações incluem ainda cuidado na circulação junto a áreas arborizadas ou perto do mar, não praticar atividades marítimas, reduzir a velocidade na condução nas estradas e não atravessar zonas que registem inundações.

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“A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados”, refere o comunicado.

Na mesma nota, a Proteção Civil indicou as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para os próximos dias, que antecipa “períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada e ocasionalmente de granizo” em todo o continente (em especial no Norte e no Centro), ventos de 55 quilómetros por hora e rajadas até 90 quilómetros por hora, e agitação marítima com ondas até quatro metros de altura no domingo no litoral Norte e Centro.

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 EFEITOS EXPECTÁVEIS
Os episódios típicos das estações de transição, com a ocorrência das primeiras chuvas, são propícios:
− À ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
− A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
− A originar instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
− À contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais;
− Ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.

MEDIDAS PREVENTIVAS 

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
− Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
− Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
− Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

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